20 de fev de 2016

As Deusas e a Mulher - A Mulher Afrodite

São atraentes, não, necessariamente, belas. 
Possuem carisma e por isso não precisam vestir-se ou porta-se de maneira chamativa. É algo interior, que vem de dentro para fora. 
Elas possuem vivacidade, espontaneidade e sensualidade natural. Desde bem jovem, a mulher Afrodite, manifesta seu poder. E, se seus pais são esclarecidos e se não possuir uma mãe que queira competir, seguirá, naturalmente, sua tendência sem sentir-se culpada. 
Afrodite por Susan Seddon Boulet
Entretanto, poderá enfrentar a má reputação e rebaixamento da auto-estima caso deixe-se levar por seus impulsos sexuais. Uma gravidez indesejada é possível. Estas mulheres não enfocam tanto os estudos ou carreira. Mas, certamente, se estiverem envolvidas emocionalmente com o que fazem cultivarão o interesse. Dificilmente, se esforçam para se sair bem. Só se dão bem se estiverem envolvidas e puderem usar muita criatividade. Elas ou estão num trabalho que detestam ou num que amam demais.
As mulheres Afrodite costumam relacionar-se com homens errados, pois escolhem homens criativos, complicados, mal-humorados ou emotivos (com relação amor/ódio pelas mulheres, intolerantes a frustração, “supermachos”, agressivos, imaturos ou dissimulados). Mas, também, para essas mulheres, é muito difícil manter um casamento monogâmico. 
Normalmente, são boas mães, sempre incentivando os filhos com seu entusiasmo. As outras mulheres não apreciam as Afrodite, por sua conduta. Mas elas estarão cercadas de pessoas que admiram sua espontaneidade. 
A meia-idade é uma fase difícil, pois é nesta época que costumam perceber o quão tolas e erradas foram suas escolhas no que tange aos relacionamentos com os homens. Mas tanto na meia-idade como na velhice tendem a manter sua maneira de ver a vida, com beleza e paixão. 
As mulheres do tipo Afrodite encontram dificuldades, principalmente, se este arquétipo for o dominante. Elas gostam de exercer seu poder de atratividade sobre os homens e se não estiver muito consciente, agirá conforme seus desejos e impulsos sem avaliar as conseqüências. Por isso, precisarão se conscientizar de Afrodite para minimizar alguns desconfortos. 
Terão que exercer o controle algumas vezes sobre seus impulsos; terão que aprender a fazer escolhas sensatas. Para isso, devem aprender que não é o tempo presente, o aqui e agora, que importa, mas também o futuro, pois nossas atitudes de hoje refletem no futuro. Em função disso, fazem extravagâncias em gastos, seus planos apaixonados se transformam em desinteresse antes mesmo de pô-los em prática. 
As mulheres Afrodite, se apaixonam com extrema facilidade, e é sempre para valer. E, com isso, acabam por machucar muitos que acreditam em seu afeto pois, acabam sentindo-se usados. Para sair dessa roda-viva, elas precisam se apaixonar por alguém real, com imperfeições humanas. Devem deixar de ver em todo homem, um deus. 
O arquétipo de Afrodite pode deixar uma mulher “doente de amor”, são aqueles amores doentios em que pelo objeto amado vale tudo: vale ser mal tratada por ele, agredida, tiranizada, menosprezada. Ou seja, são vivenciados amores destrutivos e, abandoná-los não é um empreendimento fácil para elas. 
Outra forma de amor doentio é aquele em que a mulher se apaixona por um homem que definitivamente não a quer, mas ela, obsessivamente, vai atrás dele. 
As mulheres Afrodite devem reconhecer sua sensualidade e forte sexualidade (por serem e sentirem-se diferentes das outras mulheres) para se livrarem de sentimentos de culpa ou remorso. Também, devem reforçar outras deusas para que possam viver com maior responsabilidade e compromisso. 
Devem aprender a fazer escolhas e prever conseqüências das mesmas. 
Devem realizar as quatro tarefas que Afrodite deu a Psiquê para que ela pudesse reaver Eros, a saber: 
1. separar as sementes: desembaraçar-se dos sentimentos conflituosos antes de tomar uma decisão; aprender a começar a escolher. 
2. adquirir alguns flocos de lã dourados: ganhar poder e assertividade para não ser inferiorizada, ou tomar posse da energia masculina (animus) destrutiva. 
3. encher a jarra de cristal: manter certa distância emocional dos relacionamentos. 
4. aprender a dizer não: aos outros e a si mesma; aprender a fazer diferença entre as próprias necessidades e as necessidades dos outros. 
Essas tarefas, na verdade, se prestam a todas as mulheres, pois são tarefas que todas as mulheres devem aprender, não só para darem vazão ao feminino mas, também, para executá-las todas as vezes que se defrontarem com uma situação conflitante. 
Por Anyara Meneses Lasheras, copiado do site

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