18 de fev de 2016

As Deusas e a Mulher - A Mulher Deméter

É a deusa do cereal e, também, venerada como uma deusa mãe. Ela foi a mãe de Perséfone, raptada por Hades e levada aos infernos. Deméter não descansou até encontrar e ter a filha de volta. 
Ela é a responsável pelos chamados Mistérios de Elêusis, os mais sagrados e importantes rituais religiosos da Grécia antiga. Deméter é, portanto, um arquétipo materno, representando o instinto maternal no seu todo (gestação e nutrição) tanto física como psicológica e espiritual dos outros. 
Demeter por Phoenixnightmare
As mulheres com essa deusa proeminente desejam, mais do que tudo, ser mães. Mas não é apenas no sentido biológico; elas cuidam e nutrem todas as formas de relacionamento, quer afetivos, sociais ou profissionais. 
Elas são nutridoras, prestativas e doadoras em todos os relacionamentos. Elas são nutridoras e cuidadosas, também, mesmo dos filhos adultos e que já deixaram o lar. Não sabem dizer não a ninguém. Algumas mulheres que engravidam “acidentalmente”, possuem essa deusa dominando no seu mundo inconsciente. 
As mulheres Deméter são as mais passíveis de sofrerem a síndrome do “ninho vazio” e intensa solidão, levando-as a fortes crises depressivas, pois toda a realização está no desempenho do papel de mãe. Elas não se desenvolveram, não cresceram enquanto viviam para serem mães. 
Outra característica é seu lado de não permitir que os filhos “cresçam”. Elas dificilmente os incentivam a tornarem-se confiantes, seguros e com autonomia. São aquelas que mostram, constantemente, o quanto são necessárias pois seus filhos “nunca sabem o suficiente”. Mas elas jamais estão conscientes de suas negatividades (fomentar a dependência e a inoperância, jamais dizer não, gerar sentimentos de culpa e remorso), tudo o que fazem é para o bem e ficam extremamente magoadas quando os filhos as censuram ou desconversam. Para elas, essa atitude é de rejeição emocional. 
Também, costumam achar que coisas ruins vão acontecer aos seus filhos, provavelmente, em função do temor da perda da afetividade. Os filhos das mulheres Deméter são aqueles que permanecem como filhinhos ou filhinhas da mamãe, que encontrarão dificuldades para se casarem e, se o fizerem, os laços com a família de origem serão mais fortes que o próprio casamento ou relação. 
Via de regra, as mulheres Deméter casam-se cedo, e se não o fazem, cursam faculdades para profissões de cunho assistencial ou educacional., tradicionalmente carreiras femininas. 
No trabalho, terão dificuldades para limitar ou corrigir um funcionário incompetente pois se sentirão culpadas por machucá-los ou sentirão pena; portanto, são extremamente condescendentes. 
São amistosas e não competem com outras mulheres seja por realizações ou por um homem, mas podem competir pelas “proezas dos filhos”. Elas não escolhem o homem com quem casar, acabam sendo escolhidas por homens que são acolhidos como “meninos” (normalmente, são homens imaturos, egocentrados ou até cafajestes e sociopatas). 
A sexualidade não é muito importante, tem mais a função reprodutiva. As mulheres Deméter preferem ser acariciadas e abraçadas a fazer amor. Para muitas delas, amamentar o bebê lhes proporciona mais prazer sexual do que estar com seu parceiro. 
As mulheres Deméter devem aprender a dizer não às pessoas, situações e a si mesma. Devem aprender a escolher quando e com quem ter um filho. Devem aprender a expressar sua raiva que, normalmente, é somatizada em fadiga, enxaquecas, dores nas costas e auto-sabotagens de toda espécie (prazos, promessas, atrasos). Devem aprender a renunciarem a possessividade e apego. Devem aprender a enfocar outros interesses, permeando o surgimento de outras deusas.
Por Anyara Meneses Lasheras, copiado do site

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