20 de mar de 2016

Repost: 20 Filmes para pensar em questões de gênero (Parte 2)



Essa é a segunda parte da lista de filmes para pensar em questões de gênero. A primeira parte você poderá visualizar aqui.
“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. A famosa frase da escritora e filósofa Simone de Beauvoir, que encontra-se no segundo volume de seu livro “O Segundo Sexo – A Experiência Vivida” foi a inspiração para a criação dessa postagem.  
Decidi montar uma lista cinematográfica que fala sobre “o segundo sexo” ou como a condição feminina é retratada como “o outro sexo” ao redor do mundo. E nada melhor do que o cinema como instrumento para a representação das vivências de mulheres através de países, culturas e etnias diferentes.
Todas as mulheres ao redor do mundo (mesmo nos países conhecidos como “os mais igualitários do mundo”) enfrentam em algum momento de suas vidas situações machistas, sexistas e preconceituosas pelo simples fato de ser uma mulher (cis ou trans). Outras abordam além desses problemas citados, o racismo, como o caso das mulheres negras. Seja no ambiente de trabalho, seja na escola, seja na favela. Nascer mulher ou “tornar-se mulher” ainda é considerado um ato revolucionário na sociedade atual.
Para você que pretende conhecer mais filmes que reflitam sobre a questão de gênero ao redor do mundo, essa lista é feita para você! Confira. 

Mulheres da Noite
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Ambientado no Japão pós-guerra, tomado por destruição e desespero, Mulheres da Noite conta a história de Fusako Owada, que reside na casa do cunhado enquanto espera o esposo voltar do campo de batalha. Ao descobrir que seu marido não voltará, Fusako reencontra sua irmã Natsuko e ambas são vítimas da ruína física e emocional causada por doenças, alcoolismo e prostituição.
Diretor: Kenji Mizoguchi. Ano:  1948
A Deusa
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Prostituta de noite, mãe devota de dia, uma mulher luta para conseguir uma boa educação do seu filho em meio à criminalidade e injustiça social na China.
Diretor: Yonggang Wu. Ano:  1934
Amor Por Direito
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A policial de New Jersey Laurel Hester e a mecânica Stacie Andree estão em um relacionamento sério. O mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal. Como sinal de amor, ela quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homoafetiva. Baseado em uma história real. 
Diretor: Peter Sollett. Ano:  2015
Thelma & Louise
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Cansadas da vida monótona que levam, duas amigas, uma garçonete quarentona (Susan Sarandon) e uma jovem dona-de-casa (Geena Davis) resolvem deixar tudo para trás num fim de semana. Mas no caminho se envolvem em encrencas e acabam sendo perseguidas pela polícia. 
Diretor: Ridley Scott. Ano: 1991
Diário de uma Garota Perdida
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A jovem Thymian (Louise Brooks) busca descobrir as origens da morte de sua empregada, Elisabeth, e encontra consolo em Meinert, um rapaz oportunista que a engravida. Thymian se recusa a casar-se com ele e sua família decide enviá-la para um reformatório.
Diretor: G.W. Pabst. Ano: 1929
Elena
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Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar e Petra, sua irmã mais nova. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas algumas pistas: filmes caseiros, recortes de jornal, um diário, cartas. A todo momento Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. 
Diretora: Petra Costa. Ano: 2012
Persona
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Alma é uma enfermeira que deve cuidar de Elisabeth Vogler, uma atriz que está com a saúde muito boa mas se recusa a falar de qualquer jeito. Com a convivência, Alma conversa com Elisabeth o tempo todo, inclusive sobre alguns de seus segredos, nunca recebendo resposta. Logo, Alma percebe que sua personalidade está sendo submergida na pessoa de Elisabeth. 
Diretor: Ingmar Bergman. Ano: 1966
Histeria
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A história do primeiro vibrador. A trama se passa na Londres vitoriana, quando dois médicos (Dancy e Jonathan Pryce) se juntam para tratar de histeria – condição que, na época, se associava à irritabilidade das mulheres. Inicialmente o personagem Pryce “alivia” as suas pacientes manualmente, mas o parceiro inventa um aparato elétrico que pode revolucionar o tratamento desse mal. 
Diretora: Tanya Wexler. Ano: 2011
Daisy Diamond
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Uma história dramática sobre Anna que sonha apenas com uma coisa: vencer como atriz e, ao mesmo tempo, cuidar sozinha da filha de poucos meses. 
Diretor: Simon Staho. Ano: 2007 
Osama
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Em pleno regime Talibã no Afeganistão uma menina é obrigada a cortar o cabelo e se vestir como se fosse um menino para ajudar sua família, que é composta apenas de mulheres. A farsa é descoberta na escola, quando percebem que ela está sangrando por entre as pernas.
Diretor: Siddiq Barmak. Ano: 2003
Boneca Inflável
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Nozomi, é o brinquedo sexual e “companheira” de um garçom de lanchonete solitário, que conversa e cuida da boneca como se fosse uma namorada, com direito a banho de xampu de luxo e passeios noturnos no parque. Em troca, a boneca cumpre a função para a qual foi fabricada, servir como substituta para suprir os desejos sexuais de seu dono. À medida que vai tomando consciência de que está viva e aproveitando a ausência do patrão até a noite, a bela de plástico lança-se em caminhadas exploratórias pelo bairro, descobrindo pessoas e uma existência que jamais imaginou. 
Diretor: Hirokazu Koreeda. Ano: 2009
Os Anos de Chumbo
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Julianne e Marianne, filhas de um pastor protestante, se afastam da austeridade religiosa de seus pais e tentam mudar a sociedade. Cada uma escolhe sua maneira: enquanto Juliane torna-se uma jornalista engajada, sua irmã faz parte de uma organização terrorista. Quando Marianne é presa pelas autoridades, Juliane se torna seu único vínculo com o mundo exterior. 
Diretora: Margarethe von Trotta. Ano: 1981
E Agora, Aonde Vamos?
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Numa vila do Líbano isolada por minas terrestres, mulheres muçulmanas e cristãs se unem para proteger suas famílias da violência e do sofrimento. Elas inventam todo tipo de estratégia para impedir que seus maridos se enfrentem e gerem mais mortos num lugar marcado pela guerra. Para distrair os homens, elas vão desafiar tabus. Mas quando uma morte trágica acontece, elas serão obrigadas a adotar uma tática bem mais radical. 
Diretora: Nadine Labaki. Ano: 2011
Fogo de Palha
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Elisabeth decide pedir o divórcio e começar uma vida nova como uma mulher completamente independente. Na busca de sua emancipação, ela tem de enfrentar uma verdadeira batalha contra a lógica da sociedade patriarcal, cujo reflexo está presente em todos os lugares, inclusive dentro de si mesma. 
Diretora: Margarethe von Trotta. Ano: 1972
O Dia Em que Me Tornei Mulher
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Três gerações de mulheres. Todas em confronto com o pecado. A primeira delas é Hava, uma menina de nove anos. No dia do seu aniversário, a mãe a proíbe de sair de casa, pois está se tornando mulher. A segunda é uma garota vive para sua bicicleta e está participando de uma corrida feminina, mas, durante todo o tempo é perseguida por seus familiares que não aceitam que ela seja uma esportista. Num aeroporto, uma senhora de cadeira de rodas se aventura comprando tudo aquilo que nunca pôde ter na vida. Pede que tudo seja entregue numa praia, que será seu lar ideal e sua última casa. 
Diretora: Marzieh Makhmalbaf. Ano: 2000
Jeanne Dielman
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Considerado como a obra-prima da diretora Chantal Akerman, Jeanne Dielman é uma jovem viúva que vive com seu filho Sylvain seguindo uma ordem imutável: à tarde, enquanto seu filho está na escola, ela cuida do apartamento e recebe os clientes. 
Diretora: Chantal Akerman. Ano: 1975
Livre
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Depois de anos de comportamento inconsequente, o vício em heroína e a destruição de seu casamento, Strayed decide mudar. Assombrada pela lembrança de sua mãe e sem nenhuma experiência, ela sai para trilhar os milhares de quilômetros do Pacific Crest Trail totalmente sozinha. 
Diretor: Jean-Marc Vallée. Ano: 2014
Cléo das 5 às 7
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Agnès Varda, uma visionária da “new wave” francesa, capturou a atmosfera de Paris dos anos 60, mostrando os questionamentos de uma mulher solteira enquanto espera o resultado de uma biopsia. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher. 
Diretora: Agnes Varda. Ano: 1962
Elegia de Osaka
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Telefonista tenta resistir ao assédio do dono da companhia farmacêutica na qual trabalha porque seu amor pertence a outro homem na mesma empresa. Mas dívidas na família a levam a enfrentar o que não queria. 
Diretor: Kenji Mizoguchi. Ano: 1936
A Garota da Fábrica de Fósforos
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Uma jovem supervisora de embalagens de fósforo tem sua monótona vida modificada por um homem bem vestido que a convida para dançar e ir ao seu apartamento. 
Diretor: Aki Kaurismäki. Ano: 1990

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