23 de abr de 2016

DOCUMENTÁRIOS - Margaret Mee e a Flor da Lua

Ela trocou o meio acadêmico inglês pela selva amazônica. No Brasil, realizou 15 expedições à maior floresta tropical do mundo, descobriu plantas, pintou flores e, mais do que isso, denunciou a destruição da Amazônia. Sua história está retratada no documentário “Margaret Mee e a Flor da Lua”. 

Considerada uma das mais importantes artistas do século XX, a ilustradora botânica inglesa Margaret Mee já encantou muita gente ao redor do mundo com sua história e não foi diferente com a cineasta Malu de Martino. Fascinada pela vida da Dama das Flores, como era conhecida, a diretora de cinema filma desde 2010 o documentário Margaret Mee e a Flor da Lua*.

Baseado nos diários da artista inglesa e, também, em depoimentos de pessoas próximas a ela, o longa-metragem retrata a vida e a obra de Margaret Mee. História é o que não falta para contar ao público: nascida na Inglaterra, em 1909, a ilustradora botânica veio para o Brasil aos 43 anos e se apaixonou pela Amazônia

Durante as mais de três décadas que passou no Brasil, Mee realizou 15 expedições à floresta, onde enfrentou doenças, falta de alimentos, abandono em uma aldeia indígena e ataques de insetos, mas também descobriu plantas, pintou flores de um jeito inovador e, mais do que isso, denunciou a destruição do bioma, em uma época em que a questão ainda não era vista como um problema. 

Entre outros episódios da vida de Margaret, o documentário mostra a última expedição que a ilustradora botânica fez à Amazônia, com 79 anos, quando imortalizou sua arte ao retratar um evento nunca antes documentado: o desabrochar da Flor da Lua (Strophocactus Wittii), um cacto nativo do bioma que floresce e morre em, apenas, uma noite. Viver esse momento, que não por acaso inspirou o título do longa-metragem, era um dos grandes sonhos de Mee, que morreu no mesmo ano em que presenciou o fenômeno natural. 

Com produção de Elisa Tolomelli e narração de Patrícia Pillar, o documentário Margaret Mee e a Flor da Lua.


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