11 de jun de 2016

DOCUMENTÁRIOS - Yorimatã – Luhli e Lucina



SINOPSE
Duas mulheres em meio ao movimento hippie dos anos 70 se unem pelo sonho de liberdade.
Luhli e Lucina vivem em uma comunidade alternativa a experimentação musical radical e se tornam pioneiras no cenário independente brasileiro. Com cerca de 800 composições, do violão aos tambores artesanais que elas mesmas constroem e tocam, dizem não às gravadoras e mergulham na umbanda e na criação artística. O companheiro do relacionamento em trisal, o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, registra tudo em filmes super 8mm que, unidos a registros independentes de shows da dupla e a filmagens atuais, recriam o universo espírito-musical num filme sobre a liberdade e a busca das raízes primitivas culturais brasileiras.
No elenco: Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zélia Duncan e outros nomes da história da música popular brasileira.

O FILME
Luhli e Lucina são parte fundamental na História da Música Brasileira. Pioneiras no lançamento de discos de forma independente no país, as cantoras, compositoras e multiinstrumentistas fizeram mais de 800 composições – a maioria ainda inédita. Entre seus intérpretes estão artistas como Nana Caymmi, Tetê Espíndola, Zélia Duncan e especialmente Ney Matogrosso, que entre muitas outras canções da dupla gravou “Bandoleiro” e “O Vira”.
Assim como Antônio Adolfo – o primeiro artista independente brasileiro – Luhli e Lucina
produziram, gravaram e distribuíram seu primeiro disco “Luli e Lucinha” em 1979. Seguiram com “Amor de Mulher – Yorimatã”; “Timbres Temperos”; “Porque sim porque não”, que as leva para uma turnê na Europa; “Elis e Elas”, de releituras em homenagem a Elis Regina; e um disco comemorativo de 25 anos de carreira.
Antes da dupla, Luhli foi uma das precursoras da Bossa Nova em sua casa no Rio de
Janeiro, onde reunia‐se com músicos como Aldir Blanc, Gonzaguinha e Sá. Lucina esteve junto ao Grupo Manifesto, ganhador do Festival Internacional da Canção de 1967.

A trajetória dessas mulheres é tão singular quanto sua música. Elas não foram uma dupla
musical apenas, formaram juntas também uma família ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca. Surge ali uma união em uma vida alternativa em comunidade, intensa e criativa, permitindo uma pesquisa musical de raízes e das forças da natureza, com repertório eclético, folk e brasileiro, e com o estudo da música de umbanda. A opção pela liberdade resultou em um amor maduro, extremo, em intensidade e risco, transmutado em música.
O filme lança o olhar não só para duas personagens importantíssimas da História da
Música Brasileira, mas para duas pessoas incríveis, suas singularidades, seu cotidiano, sua
constante atividade musical, artística, a forte espiritualidade, suas vidas.

Yorimatã é o primeiro longa‐metragem dirigido por Rafael Saar e é uma co-produção
Imagem-Tempo, Dilúvio, Tela Brasilis e Canal Brasil, com patrocíncio da Riofilme. Reune além de filmagens atuais com cenas, shows e depoimentos das artistas; encontros musicais com Ney Matogrosso, Joyce Moreno, Gilberto Gil, Tetê Espíndola, Alzira E., Zélia Duncan, Antonio Adolfo, Luiz Carlos Sá (Sá e Guarabyra), dentre outros; e o vasto material de arquivo recuperado para o projeto, que inclui filmes raros em super‐8mm como shows e momentos familiares de Luhli e Lucina, ou o curta‐metragem “A nova estrela”, de André José Adler, fotografado por Luiz Fernando Borges da Fonseca, sobre a banda O Som Imaginário, nos bastidores do primeiro encontro de Luhli e Lucina.

RAFAEL SAAR
Graduado em Cinema e Vídeo, e em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal
Fluminense. Dirigiu 4 curtas-metragens, entre eles Depois de tudo, com Ney Matogrosso e Nildo Parente, vencedor de mais de 10 prêmios, como Melhor Ator para Nildo Parente no Festival de Cinema de Brasília, e Melhor filme estrangeiro no UNCIPAR - Jornadas Argentinas de Cine y Video Independiente. Homem-ave foi exibido em diversos festivais no Brasil e no exterior. Foi assistente de direção e pesquisador do filme "Olho nu", de Joel Pizzini, sobre o cantor Ney Matogrosso, com o qual ganhou em 2012 no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro o prêmio Marco Antônio Guimarães, pelo seu trabalho de pesquisa. Atualmente dirige uma cinebiografia sobre a cantora Baby do Brasil.

CRÉDITOS
produção executiva: Daniela Santos, Eduardo Ades
direção de produção: Eduardo Cantarino
pesquisa: Adil Lepri, Rafael Saar
desenho sonoro: Thiago Sobral
som direto: Eduardo Silva
mixagem: Jesse Marmo
animações: Daniel Sake
montagem: Rafael Saar
montador-assistente: Leandro Calixto
direção de fotografia e câmera: Lucas Barbi
argumento e direção: Rafael Saar

ELENCO
Luhli
Lucina
Luiz Fernando Borges da Fonseca
Ney Matogrosso
Alzira E
Antonio Adolfo
O Bando
Décio Gioielli
Gilberto Gil
Grupo Manifesto
Itamar Assumpção
Joyce Moreno
Luis Carlos Sá
Mário Avellar
Ney Marques
Nilson Chaves
Secos & Molhados
Som Imaginário
Tania Scher
Tetê Espíndola
Zélia Duncan

CONTATORafael Saar: 55 (21) 8296-0520 / 2622-8402
Email: rafaelsaar@gmail.com
www.lulielucina.com.br
DILÚVIO PRODUÇÕES
contato@diluvioproducoes.com
IMAGEM‐TEMPO
info@imagemtempo.com


http://canalbrasil.globo.com/programas/cinejornal/materias/vem-ai-o-filme-yorimata-luhli-e-lucina.html

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