1 de jun de 2016

JUNHO - Celebração do Dia

Originalmente, o nome deste mês era Junonius, em homenagem a Juno, a deusa romana padroeira dos casamentos e das mulheres. Equivalente à deusa grega HeraJuno era invocada nos casamentos para garantir a felicidade duradoura por seu aspecto de padroeira e protetora das funções e atributos femininos. Por isso, antigamente, as mulheres procuravam casar neste mês, tradição mudada pela Igreja Católica para o mês de maio, apesar da crença antiga de que casar neste mês traria azar.

Como governante da estação mais clara e quente do ano, Juno era a contraparte luminosa de Janus, o regente do mês de janeiro.

No hemisfério norte, durante este mês, percebia-se um acréscimo de energia psíquica, favorecendo a aproximação e o intercâmbio com os seres elementais e os espíritos da natureza, que poderiam se tornar acessíveis e visíveis desde que devidamente agradados e invocados.

Os nomes antigos deste mês eram Meitheamh para os irlandeses, Aerra Litha para os anglo-saxões e Brachmonath para os nórdicos. No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Tinne e a planta sagrada é o azevinho, O lema do mês é "energia e poder de decisão para enfrentar problemas e obstáculos". As pedras sagradas deste mês são a ágata, a pedra da lua, a alexandrita e a pérola. 


As deusas regentes são Juno, Carna, Cardea, Danu, Vesta, Anahita, Epona, Cerridwen e Kupalo.

Os povos nativos chamavam este mês de Lua dos AmantesLua de Mel, Lua dos MorangosLua da RosaLua dos PradosLua do Sol ForteLua dos CavalosLua da Engorda e Mês do Intervalo, entre outros.

No calendário rúnico, este mês é regido pela Runa Dagaz, que representa a "porta do ano", o portal para os mundos internos, a abertura que permite a entrada daquilo que é benéfico e obstruí a entrada das coisas ruins. Por isso, Junho era considerado a "porta do ano", abrindo os canais para o Sol entrar, fortalecendo as energias e consolidando os ganhos.

Neste mês, os povos europeus celebravam o Solstício de Verão com vários rituais, encantamentos, praticas oraculares, festas, fogueiras, danças e feiras. 


Nos países eslavos, o nome dos festivais variava (Kupalo, Jarilo, Kostroma, 
Sabotka, Kreonice ou Vajano), mas sua tônica era a mesma.

No Egito, durante a lua cheia, homenageava-se a deusa Hathor com o festival de Edfu. A procissão com a estátua da deusa, retirada de seu templo de Dendera durante a lua nova, culminava com sua chegada no templo de Horus, em Edfu, para o casamento sagrado destas divindades. Durante as faustosas celebrações, muitos casais aproveitavam os influxos auspiciosos do evento para imitar o exemplo dos deuses e se casar. A deusa lunar Hathor regia o amor, a beleza, a união e a fertilidade e, casar-se durante sua celebração na lua cheia, garantia suas bênçãos para o casal.

Também no Egito, celebravam-se as deusas Ísis Neith com o Festival das Lanternas, enquanto que na Índia, um festival exclusivo de mulheres homenageava a deusa Parvati.

Na Grécia antiga, durante a lua nova, celebrava-se Ártemis - a deusa lunar padroeira das florestas e dos animais -, as Horas - deusas menores das estações - e as Dríades - as ninfas das árvores. Em Roma, comemoravam-se as deusas Carna - da saúde -, Cardea - a protetora das casas - e Hera Vênus - as padroeiras das mulheres e do amor.

Os povos nativos norte-americanos festejam, neste mês, o retorno dos Kachinas, os espíritos ancestrais da natureza para sua morada subterrânea, após terem proporcionado o crescimento da vegetação. Os incas celebravam Inti Raymi, a grande Festa do Sol e a gratidão pela colheita do milho.

Guiada por todas essas informações das antigas celebrações, procure se fortalecer, reforçando suas características positivas, assumindo responsabilidades e tomando decisões. Abra uma nova porta para a entrada das energias luminosas e benéficas, celebre o solstício, o Sol e a Lua e reverencie as forças da natureza, entrando em contato com os seres elementais.

*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.  http://www.teiadethea.org/

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