1 de jul de 2016

JULHO - Celebração do Dia

Em 46 a.C, no "ano da confusão", o imperador Júlio Cesar resolveu reorganizar o caótico calendário romano. Em sua homenagem. Quintilis, o nome original deste mês, foi modificado. O calendário juliano permaneceu válido pelos próximos mil e seiscentos anos, sendo substituído, em 1582, pelo gregoriano. O nome do mês continuou, como prova de admiração pelo trabalho reformador de Julio Cesar.

Outros nomes antigos atribuidos a este mes foram: na Irlanda, Iuil; nos países anglo-saxões, Aftera Litha ou "após Litha", a celebração do solstício e nas regiões nórdicas, Maedmonath ou Hevoimonath

Os povos nativos nomearam este mes de Lua das Plantas, Lua de Sangue, Lua da Benção, Lua do Trovão, Lua dos Prados e Mes do Feno.

Athena por Thalia Took
No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Coll e a árvore sagrada é a Aveleira. O lema do mês é "usar a energia criativa para realizar seu trabalho e criar novos projetos". A pedra sagrada é o rubi e as divindades regentes são Athena, Amaterasu, Atargatis, Cerridwen, Hella, Isis, Juno, Nephtys, Netuno, as Nornes, Osiris e Rhea.

Na Roma antiga, este mês abrigava dois grandes festivais: Nonae Caprotinae, dedicado à deusa Juno e Neptunália, celebrando o deus Netuno e a deusa Salácia. Comemorava-se, também, o amor de Venus e Adonis.

Os gregos celebravam, neste mês, as Olimpíadas, as famosas competições de atletismo, drama e música. Os ganhadores eram muito aclamados e valorizados, pois uma vitoria nas Olimpíadas era uma grande conquista, tanto para o indivíduo quanto para sua cidade. Este festival era dedicado a Zeus e, no seu decorrer, qualquer disputa era interrompida. Neste mês celebrava-se, também, Panathenaea, o festival dedicado à deusa Athena e as procissões para a deusa Deméter.

No Egito, celebrava-se o casamento sagrado de Isis e Osiris com o Festival Opet marcando o início do Ano Novo. Havia, também, comemorações menores em homenagem aos aniversários de Isis, Nephtys, Maat, Osiris, Seth e Horus. 

Nos paises Nórdicos, havia vários festivais e celebrações, como os da deusa celta Cerridwen, da deusa solar Sunna, da senhora do mundo subterraneo Holda, da deusa do mar Ran e das três senhoras do destino, as Nornes.

Celebrações budistas e shintoistas no Japão honravam os espíritos dos ancestrais durante o Bon, o Festival das Lanternas. Os templos, as casas e os cemitérios eram limpos e enfeitados com flores e lanternas. Oferendas eram colocadas nos túmulos festejando a volta dos espíritos dos mortos para perto de seus familiares durante estes três dias.

No Japão, comemoravam-se as deusas Amaterasu, Fuji e Chih Nu; na India, o Festival Naga Panchami homenageava a deusa Manasa Devi. No hemisfério sul, os Incas abençoavam a terra para um novo plantio com a cerimonia Chahua-huarquiz. Os índios norte-americanos festejavam a colheita e a despedida dos Kachinas, enquanto os Maias celebravam vários deuses e deusas no começo do seu Ano Novo.

Dedique este mês para avaliar suas realizações, canalizar sua energia criativa para novos projetos e descobrir novos caminhos de realização espiritual.

*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.  http://www.teiadethea.org/

Nenhum comentário:

Postar um comentário