1 de ago de 2016

01 DE AGOSTO - Celebração do Dia

Neste dia, os povos celtas celebravam o Sabbat Lammas ou Lughnassadh, o Festival da Colheita. Dedicado a Lugh, o deus celta da luz, o Sabbat representava seu sacrifício anual, garantindo a maturação das sementes, sua colheita e o fornecimento dos grãos para o próximo plantio.

Tailtu, a Deusa Mãe, também era celebrada, com danças e cantos, como a fonte da vida e da abundância. Os primeiros frutos e cereais colhidos eram-lhe ofertados nos altares de pedra dos bosques sagrados de carvalhos.

Lammas é um Sabbat de regeneração, o primeiro dos três festivais da colheita, seguido por Mabon Samhain. Comemora-se a Deusa, a plenitude da terra, a invenção da agricultura pelas mulheres e todas as realizações da primeira metade do ano. As pessoas assavam pão e ofertavam-no nos altares das casas e dos templos, juntamente com uma boneca feita de uma espiga de milho ou de trigo, maçãs, uvas, vinho e flores. Com a proibição das festas pagãs, as celebrações foram, sendo substituídas por feiras de produtos e exposições de artesanato, mas as portas das igrejas continuaram, por muito tempo, a serem enfeitadas neste dia com guirlandas de espigas de milho, flores e frutos.

Nos países nórdicos, homenageavam-se as Kornmutter, as Mães do Milho e Zytniamatka, a deusa da agricultura.

Cerimonia nativa norte-americana celebrando a Corn Mother, a Mãe do Milho, com oferendas de pólen e fubá, cantos e danças ao redor de fogueiras, em que se assavam espigas de milho.

Celebração asteca de Xiuhtecuhtli, o deus do fogo espiritual e senhor do calendário. Reverenciavam-se, também, as deusas do milho Centeotl e Xilonen, responsáveis pela fertilidade da terra.

Ritual do Dia:
Aproveite esta data e faça uma avaliação de tudo que plantou e colheu nesta primeira metade do ano. Ofereça à Mãe Terra um pão redondo, espigas de milho ou trigo, flores, um cacho de uvas ou uma garrafa de vinho, não se esquecendo de agradecer-lhe pelo seu sustento.


*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.  http://www.teiadethea.org/

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