1 de set de 2016

01 DE SETEMBRO - Celebração do Dia

Dia de Radha, "A mais amada". Ela era uma mortal e amante de Krishna, avatar de Vishnu, cuja consorte era Lakshmi, a deusa da abundância e do amor hindu. Radha era uma das gopis (adoradoras de Krishna). O amor entre Radha e Krishna foi imortalizado em vários poemas significando que a alma humana, representada por Radha, sempre aspira pelo Divino, representado por Krishna. Hoje em dia, Radha é honrada como Shakti, energia feminina, aparecendo enfeitada com jóias e flores.  Era venerada por homens e mulheres como o próprio princípio feminino cósmico.

Demeter por Hrana Janto
Thargélia, festival grego dos primeiros frutos. Acreditava-se que dava azar não celebrar a colheita dos primeiros frutos, esquecimento que atrairia pragas, seca ou fome. As pessoas levavam suas oferendas para os templos de Deméter,  onde as sacerdotisas ofereciam uma parte à Terra, guardando a outra para seu consumo.

Havia um encantamento especial para atrair sorte para a comunidade. Rapazes e moças que não tenham tido nenhum contato com morte, carregavam galhos de oliveiras, chamados "eiresione", no qual haviam sido pendurados vários produtos naturais (lã tosada das primeiras ovelhas tingida de vermelho e branco, bolotas de carvalho, figos, tâmaras e bolos de cevada). Esses galhos eram colocados nas casas como um talismã, para atrair as colheitas fartas e como proteção contra as pragas.

No final da celebração, as pessoas festejavam comendo bolo de cevada, pão fresco, queijo de ovelha, azeitonas, alho poró, frutas, mel e vinho. Ofereciam-se também músicas para a Deusa e os cantores premiados recebiam uma bênção especial.

Changing Woman por Hrana Janto
Neste dia, a tribo dos índios apaches festejava a Cerimônia do Nascer do Sol, marcando o rito de passagem  das meninas para a puberdade. Antes do nascer do Sol, as meninas, vestidas com roupas novas e enfeitadas com turquesas e um disco de abalone em suas testas, eram levadas a um lugar sagrado. Orando e cantando, elas esperavam até que os primeiros raios solares tocassem o disco de abalone. 

Acreditava-se que neste momento, A Mulher que Muda ou A Mulher Concha Branca, (Changing Womam ou White Shell Womam) abençoava as meninas, transformando-as em mulheres. A Mulher que Muda era a deusa da terra dos apaches, que jamais envelhecia, apenas se modificava, renovando sempre suas feições.


*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.  http://www.teiadethea.org/

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