14 de set de 2016

14 DE SETEMBRO - Celebração do Dia

Celebração de Kalika, a Mãe dos Deuses, a deusa hindu dos nascimentos. No complexo panteão hindu, Kalika representa um aspecto de Durga, um atributo de Kali, o equivalente a Ambika ou a Amari De. Como manifestação da Grande Mãe, Amari De personifica a natureza, seu culto sendo preservado pelos ciganos. Ela é cultuada atualmente como Sara Kali ou a Madona Negra. Transformada pela Igreja em Santa Sara, ela continua sendo para os ciganos a Mãe de seu povo. Devido a sua cor escura, Sara Kali é considerada a precursora das Virgens Negras européias.

Inicio das procissões da Madona Negra, que duravam até o dia vinte na Suiça e em outros lugares na Europa

Existem, aproximadamente, 450 imagens de Virgem Negras espalhadas em vários lugares da Europa, as mais conhecidas sendo as das igrejas de ChartresParis Lepuy, na FrançaEinsiedeln, na SuiçaZaragozaMonte Serrat e Guadalupe, na EspanhaLoretoPádova Nápoles, na Italia Czestochowa, na Polonia. Há também um número razoável dessa estatuas na Africa e nas Américas, apesar de inúmeras delas serem sido destruídas pela fúria das revoluções e guerras e ignoradas pela Igreja, apesar dos milagres a elas atribuídas. As que restaram foram pintadas de branco, para disfarçar sua cor, atribuída pelos padres à fumaça das velas. O culto da Virgem Negra ressurgiu no século XII, com as Cruzadas, que trouxeram inúmeras estatuetas de deusas negras de suas expedições na Asia e no Egito. Na realidade, as Madonas Negras eram o disfarce sob qual as antigas deusas pagãs continuavam usando seus atributos de Mães Divinas e seus símbolos sagrados: a cor negra da sabedoria oculta, o barco para as oferendas e as "navettes" (biscoitos doces), representando o Yoni da Deusa e as cores das roupas, os cânticos e as procissões. 

Na Galia, comemorava-se Berecynthia, a deusa da fertilidade, reminiscencia do culto da deusa Cibele. 

Mabsant, a festa da colheita das nozes no Pais de Gales, com danças e serenatas de harpas.

*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.  http://www.teiadethea.org/

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