2 de jan de 2017

02 de Janeiro - Deusa Inanna

Data extraída da Mandala Lunar: 
Ieve Holthausen, Naíla Andrade e Vic Campello *informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur. *informações extraídas do livro “O Oráculo da Deusa" de Amy Sophia Marashimsky

Aniversário da deusa Inanna, a rainha suméria do Céu e da Terra, irmã gêmea da deusa Ereshkigal, a senhora do mundo subterrâneo e da morte. Essa dualidade simboliza a eterna busca do equilíbrio entre a luz e a sombra, a vida e a morte, o Céu e a Terra. Inanna é uma deusa poderosa; aqueles que receiam o sucesso devem rezar para que ela afaste seus medos. 



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Mitologia Deusa sumeriana do Céu, Inanna enganou seu pai, Enki, Deus da Sabedoria, fazendo-o entregar-lhe os cem objetos da cultura, que ela então deu à humanidade. Desejando visitar a irmã, Ereskigal, ela seguiu para o Inferno. Lá foi desnudada e assassinada, e deixaram-na pendurada num gancho por três dias e três noites. Inanna obteve per-missão para sair do Inferno desde que encontrasse um substituto. Ela escolheu seu filho-amante, o pastor Damuzi, que em sua ausência usurpara-lhe o lugar no trono do Céu.

Significado da cartaInanna está aqui para dizer que uma jornada no Inferno é o caminho da totalidade para você agora. Está na hora de dançar com a sua som-bra, reclamar o que você negou, abraçar a sua irmã sombra, o seu la-do sombrio. Você precisa de todos os aspectos de si mesma que seus pais, os que cuidaram de você, seus professores e a sociedade consideraram inaceitáveis para conquistar a totalidade na sua vida. Quer se trate de seu talento, de sua beleza, do seu vampiro interior, de sua raiva, de sua loucura, é necessário que você se entregue à viagem e abrace o seu lado sombrio. Se você já estiver no Inferno, a aparição de Inanna talvez signifique que está na hora de voltar. Viagens ao In-ferno para abraçar o lado sombrio são uma lei em si mesmas. Elas duram o tempo que for preciso — você não pode adaptá-las à sua agenda. Quando estiver na hora de ir, você irá. E só voltará quando estiver pronta. Console-se com a certeza de que todas as viagens ao Inferno terminam e de que você de fato retornará — muito diferente em relação à pessoa que pensava ser ao iniciar a viagem.

Sugestão de ritual: Jornada para encontrar a sombra

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. Quando estiver pronta, faça uma inspiração profunda e expire, desapegando-se de tudo. Inspire e relaxe o corpo. Ao expirar, mexa o corpo como se estivesse tirando uma roupa de seda, deixando-a cair ao chão, for-mando como que um lago a seus pés. Inspire e sinalize a entrada de um túnel. Pode ser um túnel que você conhece ou um túnel inventado. Ao expirar, visualize-se em pé diante dele. Inspire e entre no túnel. Está quente e agradável lá dentro. Você está descendo, descendo cada vez mais, cada vez mais fundo. O túnel é seguro, e você se sente bem. Agora você vê uma luz no fim do túnel. E o limiar do Inferno. Entre. Chame o que você precisa ver — sua sombra, seu lado sombrio. Chame essa entidade, e ela virá. Qual é a aparência dela? Como ela faz você se sentir? Ela lhe pede algo, e você o dá de bom grado. (Ob-serve: se tiver medo antes da jornada ou quando encontrar seu lado sombrio, continue respirando profundamente e reconhecendo o me-do; ele está ali para ajudá-la. Ser capaz de testemunhar todos os aspectos de nós mesmos, com ou sem medo, é o que nos leva à totalidade.)

Agora está na hora de voltar; portanto, dê adeus à sua sombra, por enquanto, e volte ao túnel. Agora você está subindo, subindo, dentro do calor e da segurança do túnel, sentindo-se energizada, revi-gorada, relaxada. Suba cada vez mais, até chegar à entrada do túnel. Respire fundo e, enquanto solta o ar, volte ao corpo. Respire fundo outra vez e, ao soltar o ar, se estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

Inanna - ABRAÇANDO A SOMBRA

Fui até lá de livre vontade Fui até lá

com meu vestido mais lindo minhas jóias mais preciosas 
e minha coroa de Rainha do Céu No Inferno

diante de cada um dos sete portões fui desnudada sete vezes 
de tudo o que pensava ser 
até que fiquei nua naquilo que de fato sou Então eu a vi

Ela era enorme e escura e peluda e cheirava mal tinha cabeça de leoa e patas de leoa 
e devorava tudo que estivesse à sua frente Ereskigal, minha irmã 
Ela é tudo o que eu não sou Tudo o que eu escondi 
Tudo o que eu enterrei Ela é o que eu neguei Ereskigal, minha irmã
Ereskigal, minha sombra 
Ereslágal, meu eu

*informações extraídas do livro “O Oráculo da Deusa" de Amy Sophia Marashimsky

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