21 de jan de 2017

21 de Janeiro - Baba Yaga

Resultado de imagem para baba yagaDeusa anciã, representada como uma mulher enorme, velha, de cabelos desgrenhados e com pés e bico de ave. Ela construía sua casa com as ossadas dos mortos, andando sempre acompanhada por uma serpente. A mulher velha era o aspecto de anciã da Grande Mãe, estando o poder de transmutação da Lua Negra representado na figura da serpente. A lenda de Baba Yaga sobreviveu nas famosas bonecas russas de encaixar, as "matrioshka" e nos bordados dos trajes típicos. A"matrioshka" representa a Deusa, que dá e tira a vida, parindo e recebendo de volta em seu ventre suas numerosas filhas.

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Mitologia - Baba Yaga, Deusa selvagem eslava do nascimento e da morte, viaja por aí montada num almofariz — uma escudela extremamente dura usada com um socador para moer grãos, nozes, etc. Seus modos são impetuosos e selvagens, profundos e penetrantes, e podem ser interpretados como trituradores do que era exterior. A casa de Baba Yaga apóia-se em pés de galinha e fica dançando. Seu tempo de morte era o outono, pois ela era a energia vital presente no grão colhido. Na Rússia, essa Deusa foi transformada numa feiticeira que vivia no âmago da floresta e comia crianças.

Significado da carta - Baba Yaga voa para a sua vida em seu almofariz para ajudá-la a ali-mentar a totalidade entrando em contato com a Mulher Selvagem. E hora de religar-se ao natural, ao primitivo, ao instintivo. Está na hora de soltar os cabelos, o corpo e sacudir sua vida. Você baniu a Mulher Selvagem para o calabouço? Você a acorrentou, amordaçou, engaiolou, para que as pessoas não descobrissem que você não é boazinha, pura e limpa? Solte-a! Você precisa dela. A Mulher Selvagem é parte da sua alegria, vitalidade e criatividade. Ela é você, e você precisa de cada parte de si mesma para dançar a totalidade. Baba Ya-ga diz que é muito importante você aprender a integrar a Mulher Selvagem na sua personalidade porque uma Mulher Selvagem não integrada cria comportamentos autodestrutivos. O aspecto selvagem existe e precisa ser expressado. É escolha sua expressá-lo de forma criativa ou destrutiva.

Sugestão de ritual: Resgate a Mulher Selvagem

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Inspire profundamente e expire emitindo um som. Inspire novamente e expire com um zunido. Visualize, sinta ou perceba uma árvore. Pode ser uma árvore que você já tenha visto ou uma que exista na sua imaginação. Inspire profundamente pela terceira vez e, à medida que solta o ar, fique diante da árvore. Ande ao redor dela. Do outro lado da árvore, você vê uma grande abertura no tronco. Entre por essa abertura. Dentro da árvore, sinta-se mergulhar. Para baixo, para baixo, viajando dentro da raiz da árvore. Parece seguro e con-fortável, e você se entrega à sensação de flutuar para baixo, para baixo, para baixo. Quando alcança o final da raiz, você se vê deslizando dire-tamente para o Inferno, onde cai sobre um travesseiro macio.

Está na hora de chamar a Mulher Selvagem. Você pode assobiar ou uivar, entoar um cântico ou cantar, dançar ou tocar uma música para chamá-la. Quando a sua Mulher Selvagem chegar, agradeça a ela por sua presença. Peça-lhe aquilo de que você precisa. Talvez você não saiba do que precisa, mas ela sabe e o dará a você. Em troca, ela lhe pedirá um presente. Dê-lhe o que ela quiser com o coração aber-to. Agora pergunte se ela está disposta a voltar com você e fazer parte da sua vida. Ela diz que sim. Você a abraça e, ao fazê-lo, sente que você e a Mulher Selvagem estão se fundindo, tornando-se uma só. Você tem a sensação de ter ficado maior, mais forte, de ter-se expandido. Você sente uma onda de vitalidade e alegria.

Agora está na hora de voltar. Volte à raiz da árvore. Sinta-se flu-tuando para cima, cada vez mais para cima, revigorada, energizada, renovada, revitalizada. Para cima, para cima, para cima, até alcançar o interior do tronco da árvore. Ao sair pela abertura, respire fundo e, à medida que solta o ar, volte ao corpo. Quando estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

Baba Yaga - MULHER SELVAGEM

Caminho pela floresta 
e falo intimamente com os animais Danço descalça na chuva 
Danço nua 
Viajo por caminhos que eu mesma faço
e da maneira que me convém 
Meus instintos e meu olfato são aguçados Expresso livremente minha vitalidade minha alegria pura e exuberante 
para agradar a mim mesma porque é natural 
é o que tem de ser 
Sou a selvagem e jubilosa energia vital Venha e junte-se a mim

*data extraída da Mandala Lunar 2017Ieve Holthausen, Naíla Andrade e Vic Campello 
*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur. 
*informações extraídas do livro “O Oráculo da Deusa" de Amy Sophia Marashimsky. 

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