31 de jul de 2017

FILME: Samsara - Legendado



A história de um monge que sai de um retiro de 3 anos numa caverna. Local Ladakh, Índia. Clique em “cc” para legendas em português.

Eostre - CRESCIMENTO

Mitologia - A deusa germânica da fertilidade, da agricultura e da primavera, Eostre, ou Eastre, era celebrada com o ateamento ritual dos fogos da aurora como proteção para as plantações. Ela simboliza a primavera, o novo crescimento e o renascimento. Certa vez, quando a Deusa estava demorando a chegar, uma menininha encontrou um passarinho prestes a morrer de frio e pediu ajuda a Eostre. Uma ponte de arco-íris surgiu, e Eostre veio com seu vestido vermelho de quente e vibrante luz do sol, que derreteu a neve. A primavera chegou. Como o passarinho estivesse mortalmente ferido, Eostre transformou-o numa lebre do gelo que botava ovos de arco-íris. Como um sinal da primavera, Eostre ensinou a garotinha a observar quando a lebre do gelo surgisse nas florestas.

Significado da carta - Eostre entra na sua vida com uma mensagem primaveril de cresci-mento pessoal. É tempo de abrir-se às coisas da sua vida que facilitam o crescimento, o desenvolvimento, a evolução. Há uma aula ou um curso que você vem pensando em frequentar? Faça-o agora! Há algo novo que gostaria de incluir na sua vida? Inclua-o agora! Você acaba de passar por um período de estagnação e letargia em que na-da parece estar acontecendo? Deixe-o ir embora. Agora é hora de crescer. Eostre diz que a totalidade é alimentada quando você aceita experiências, corre riscos e enfrenta situações que a fazem expandir-se. A expansão promove o crescimento.

Sugestão de ritual: Crescimento

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se confortavelmente, com a coluna reta. Feche os olhos. Inspire contando até seis, prenda a respiração contando até seis e expire da mesma forma. Faça isso três vezes. Deixe que uma sensação de relaxamento e de bem-estar se espalhe por todo o seu corpo. Agora, escolha uma planta. Pode ser uma planta que você conheça bem ou uma que você imagine, uma planta cultivada ou uma planta silvestre. Você é a semente dessa planta, e acaba de ser colocada no solo por mãos humanas, por pés de animais, ou pelo sopro do vento. Você esteve adormecida, presa num estado de vida latente até surgirem as condições adequadas para o início do seu ciclo de crescimento. Agora é hora de despertar e crescer. Você sente um formigamento e vibra à medida que começa a se expandir. Seu movimento e sua expansão fazem com que você brote suavemente da sua casca. Agora você pode começar a absorver aquilo de que precisa para crescer.

Você suga a umidade do solo e tudo o que a alimenta. Você só absorve aquilo que de fato precisa e você sabe do que precisa. Em primeiro lugar, você desenvolve as raízes. Elas se aprofundam na terra, tanto para firmá-la quanto para buscar aquilo de que você precisa para continuar a crescer. Agora você começa a expandir-se para cima, respondendo à luz e ao calor do sol, e surgem as primeiras folhas verdes. Mais calor e luz solar empurram você para cima e para fora. Mais água e nutrientes da terra, e você cresce e cria mais folhas e raízes mais profundas. A medida que as condições à sua volta continuam a alimentá-la, você e seu ambiente continuam com a dança serpeante de absorver e expandir, de inspirar e expirar, ao mesmo tempo que você continua a desenvolver-se e tornar-se exatamente quem é.


Fique com esse sentimento, sensação ou imagem de inspirar — absorvendo aquilo de que precisa — e expirar — expandindo e crescendo — por tanto tempo quanto for apropriado para você. Então faça uma inspiração profunda e expire devagar, voltando ao seu corpo humano. Quando estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

30 de jul de 2017

VÍDEO - Doshas (biotipos ayurvedicos) por Marise Berg Nutricionista




Yamas & Niyamas

{Repost} Postagem original aqui: https://www.yogapleno.com.br/o-que-e-yoga-por-karin-heuser-wolff.html


Os yamas são:

1) Ahimsa: significa que devemos sempre nos comportar com consideração e atenção aos outros. Também significa gentilezaser amigável com outros e consigo mesmo. Em todas as situações devemos tomar uma atitude considerada pacífica. Ahimsa cria uma aura de paz que neutraliza sentimentos de inimizade.

2) Satya: significa falar a verdade. É necessário considerar o que falamoscomo falamos, e como isso afeta os outrosSatya não deve entrar em conflito com ahimsaSatya faz com que suas palavras tenham o poder de se realizar.

3) Asteya: Steya significa roubar. Asteya é o oposto. Não devemos pegar nada que não nos pertence, ou tirar vantagem de quem nos confia algo. Observar asteya faz com que obtenhamos, sem esforço, tesouros de todo tipo.

4) Brahmacharya: essa palavra é composta da raiz char, que significa mover-se, e da palavra Brahma, que significa verdade essencial. Podemos entender brahmacharya como um movimento em direção ao essencial. É mais usado em termos de abstinência sexual. Mais especificamente, brahmacharya sugere que devemos formar relacionamentos que nos façam entender as verdades mais nobres. Isso torna o praticante vitalizadoforte e saudável.

5) Aparigraha: significa pegar somente o que é necessário e não tirar vantagem das situações. Faz vir à tona as lembranças de vidas anteriores.




Os niyamas são:

1) Sauchan: significa limpeza, anto interior quanto exteriorpureza no coração, na mente e no corpo, pureza em pensamentopalavra e ação. “Aquele cuja mente se tornou pura pela concentração e entrou no Si mesmo, sente uma alegria que não se pode descrever por palavras, e que só é inteligí­vel ao instrumento interior, à psique”. (Maitrayaniya Upanishad).

2) Santosha: significa modéstia e a sensação de estar contente com o que se temAceitar os acontecimentos, encarando com equanimidade o sucesso e o fracasso, o prazer e a dor, saindo da dualidade e contente em ser quem é e com este momento da sua vida. Aceitação e auto-aceitação.

3) Tapas: literalmente significa aquecer, e, fazendo isso, provocar uma limpeza. Na noção de tapas existe a ideia de que nós podemos nos livrar das impurezas do nosso corpo. Por exemplo, comer sem estar com fome é o oposto de tapas. A atenção na postura e na respiração é um exemplo de tapas. Produz calor espiritual, traz perfeição ao corpo, tornando-o forte e robustoNão deve ser confundido com autoflagelação.

4) Svadhyaya: significa se aproximar de si mesmo, estudar a si mesmo. Todo o aprendizado, reflexão e contato que o ajude a aprender mais sobre si mesmo é svadhyaya. O estudo de textos sagrados ou a repetição de mantras que tenham por objetivo o autoconhecimento também pode ser considerado svadhyaya, pois nos mostra a ligação da verdade divina com o que foi revelado aos sábios que escreveram os textos ou mantras.

5) Ishvarapranidhana: significa pousar todas as suas preocupações aos pés de Deus. Já que avidya (ignorância) está por trás das nossas ações, elas podem dar errado. Essa é a razão pela qual santosha (modéstia) é tão importante: nós fazemos o nosso melhor e a consequência deixamos para um poder maior.



29 de jul de 2017

Dia 07 da 1ª Semana Online de Saúde das Mulheres do Inst. Naradeva Shala

 Semana Online da Saúde das Mulheres do Instituo Naradeva Shala.


Ayurveda introdução, por Marise Berg Nutricionista

O que é Yoga? Por Karin Heuser Wolff



Existem várias linhas, vários métodos de Yoga, e neste artigo pretendo apresentar um apanhado geral do que é o Yoga, suas técnicas, o sistema de Patañjali e a ética do Yoga nos yamas e niyamas.

A palavra Yoga deriva da raiz sânscrita yuj, que significa jungiratarreunirreligardirigir e concentrar a atenção sobreusar e aplicar. Significa também união ou comunhão, além de uma atitude da consciência que permite a alguém encarar a vida em todos os seus aspectos com equanimidade.

O Yoga é também descrito como a sabedoria na ação ou a arte de viver com harmonia e moderação em meio às atividades. É estar em qualquer lugar, mas presente no que se está fazendo. É um estado constante de auto-observação, integração e união com tudo que o rodeia e consigo mesmo. É sentir-se parte integrante da vida, da natureza, do universo. Mas Yoga é também trabalhoestudo e principalmente prática, para continuar a renovação e manter os estágios já atingidos.



Na prática do Yoga se busca uma boa integração do corpo, emoções, mente e consciência. Um corpo saudável e com vitalidade, entre todos os requisitos, é o mais básico para esta viagem que é a vida. E o Yoga restabelece a relação primitiva entre o corpo e a mente e devolve equlí­brio ao organismo. O Yoga nos ensina a entender o corpo e a desenvolver a sua sabedoria e inteligência original, através dos asanas, que são as técnicas corporais.

Cada individuo é livre para escolher a forma de Yoga que está em afinidade com o seu caráter, suas aspirações e suas capacidades, ou pode, a seu gosto, recorrer a uma combinação particular dessas diferentes formas. A Bhagavad Gita, texto central do hinduí­smo, nos dá a esse respeito o exemplo de uma fusão harmoniosa das diferentes vias de abordagem, em seus dezoito capí­tulos, cada um dos quais com o nome de um Yoga diferente.

O legado do Yoga foi transmitido oralmente de mestre a discípulo por muitas gerações. A palavra sânscrita que designa essa transmissão de conhecimento é parampara, que significa um depois do outro. Muito foi acrescentado, e muito foi abandonado ou alterado. O Yoga não é, de maneira alguma, um todo homogêneo. Os pontos de vista e práticas variam de escola para escola. Não há apenas um Yoga, mas uma variedade de caminhos yogikos e abordagens com estruturas e objetivos teóricos contrastantes, mas todas essas linhas pretendem levar o praticante ao estado de não condicionamento, o estado de libertação, chamado de moksha.



Historicamente, o mais significativo de todos os tipos de Yoga é o sistema clássico de Patañjali, também chamado de Yoga Darshana. Esse sistema representa o resumo de muitas gerações de cultura yogika. Patañjali não criou o Yoga, mas limitou-se a sintetizar o conhecimento védico no Yoga Sutra, ou Aforismos do Yoga, que foi composto em uma época que varia, segundo os eruditos, entre os séculos II a.C. e IV d.C.

Essa obra, de extrema concisão, desenvolvida posteriormente por numerosos comentários, forma o texto base do Yoga como Darshana, isto é, um dos seis pontos de vista sobre a Realidade última e os modos de aproximar-se dessa Realidade.

O sistema de Patañjali é também chamado de Ashtanga Yoga, um Yoga em oito (ashta) partes (angas), ou oito membros. A palavra anga quer dizer membro, ou parte constituinte de um corpo. No presente contexto, obviamente designa as oito subdivisões em que a técnica yogika está dividida.

Esses oito membros são:

    1) Yama: relacionamento com o mundo exterior;
    2) Niyama: relacionamento com o mundo interior;
    3) Asana: estabildade e conforto na postura;
    4) Pranayama: manipulação da energia vital;
    5) Pratyahara: cessação da influência dos estímulos externos;
    6) Dharana: concentração em um único objeto;
    7) Dhyana: meditação, quando o processo de concentração adquire fluidez;
    8) Samadhi: compreensão real do objeto escolhido em dhyana.
Os dois primeiros membros, yama e niyama, regem a vida social e pessoal do yogin, a fim de diminuir a produção de volições e ações que só fariam aumentar-lhe a carga kármica. O objetivo do yogi é a eliminação de todo o karma, isto é, de todos os ativadores subliminares (samskaras) embutidos nas profundezas da psique.

Para que essa transformação da consciência tenha êxito, os yogins têm que criar condições ambientais corretas dentro e fora de si. Yama e niyama podem ser vistos como os dois passos nessa direção. A postura, asana, leva esse esforço ao ní­vel do corpo.

Pelo simples praticar de uma dessas virtudes, todas as outras virão. Se uma for consumada, a concentração, a meditação e até mesmo o samadhi serão alcançados. Até quando uma única virtude tornar-se parte da nossa natureza, a mente tornar-se-á lí­mpida e tranquila. Nem haverá necessidade de se “praticar” meditação, pois a pessoa estará sempre meditando, automaticamente.