28 de ago de 2017

Deusa Brígida

INSPIRAÇÃO

Deixe que eu me aproxime de você através da bruma

através do fogo através das plantas

através das fontes profundas e abundantes com ideias

visões palavras

música que penetra nos ouvidos Deixe que eu a comova

anime estimule

até que suas perspectivas mudem e sua mente/corpolespírito exploda e você seja deixada em pé

no rastro do que foi revelado e a vida pareça muito doce


Mitologia


Brígida, que significa "luminosa", é uma Deusa tríplice do fogo: o fo-go da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação. Sua inspiração foi vital para os bardos (poetas) que a invocavam livre-mente. A lenda diz que Brígida nasceu com uma chama que saía do alto de sua cabeça, ligando-a com o universo. A nova (cristã) e a antiga (pagã) Brígida fundiram-se na figura da santa Brígida no ano de 450. Santa Brígida, filha de um druida, era uma ferreira e curado-ra. Dezenove monjas/sacerdotisas guardam sua pira sagrada em Kil-dare, na Irlanda. Diz-se que, no vigésimo dia de cada mês, ela apare-ce e vigia pessoalmente o fogo.Significado da carta

Brígida vem para abrasar você com inspiração. Você está sentindo falta de direção? De motivação? De energia? Seu caminho está fora de foco, sua vida tornou-se confusa? Você anseia por algo, mas não consegue alcançar? Está na hora de alimentar a totalidade interiori-zando a centelha e o crepitar da inspiração. Brígida diz que uma vi-da sem o fogo da inspiração na verdade é insípida. Ela aconselha ain-da que, ao permitir que a inspiração alimente a sua vida, você se torne mais arguta, mais clara e mais energética.



Sugestão de ritual: Jornada até Brígida

Reserve um horário e um lugar em que você não seja incomodada. Sente-se ou deite-se numa posição confortável, com a coluna reta, e feche os olhos. Quando estiver pronta, inspire profundamente e expi-re com um bocejo, liberando tudo o que houver para liberar. Inspire outra vez profundamente e expire com um assobio. Inspire uma ter-ceira vez e, enquanto solta o ar, visualize ou sinta uma caverna: pode ser uma caverna que você tenha visitado antes, ou uma caverna que só existe em sua imaginação. E então, inspire profundamente mais uma vez e, quando soltar o ar, fique diante da caverna. Passe os de-dos pela parede. Sinta o seu cheiro. Entre.

A caverna é bem iluminada e quente por dentro, e você se vê descendo, descendo, cada vez mais fundo. A sensação de descer pro-fundamente é muito agradável. Há uma luz no final da caverna. Você está no limiar, o ponto em que a caverna acaba e começa o Além. Agora entre no Além. Observe a luz deslumbrante do sol, o frescor do ar e a vivacidade das cores.

Brígida está à sua espera ao lado de um antigo poço de pedra. Você caminha na sua direção pisando na grama macia, esponjosa, verde-esmeralda. Ela diz que está feliz em vê-la e contente porque


você chegou. Você lhe conta que está em busca de inspiração. Brígi-da lhe pede um presente, e você o oferece satisfeita. Então ela intro-duz você num círculo de fogo e acende uma chama no seu chakra da coroa (no alto da cabeça). Você sente uma vibra.ção e um estímulo nesse ponto. Sente sua energia fluir e expandir-se. Seu poder de visua-lização fica nítido e mais forte. Você se sente inspirada!

Está na hora de dizer adeus. Você agradece à Brígida. Ela lhe diz que tudo que você tem a fazer para ativar a inspiração é visualizar a chama no alto da sua cabeça. Você entra na caverna. Agora você es-tá subindo, subindo, subindo através do conforto quente da caverna, sentindo-se relaxada, energizada, revigorada. Você sobe até chegar à entrada da caverna. Saia, respire profundamente e enquanto solta o ar suavemente, sinta que está de volta ao corpo. Faça outra inspira-ção profunda e, quando expirar, se estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

Gildéptis - SÍNTESE

Mitologia - Gildéptis, cujo nome significa "dama do cabelo comprido", é a Deusa da floresta dos povos Tlingit e Haida do noroeste da América do Norte. Para seu povo ela era os ramos musguentos do cedro. Quando seu povo foi ameaçado pelo destrutivo redemoinho Kaegyihl Depgeesk, que engoliu os navios que navegavam no mar, ela convocou todas as forças naturais da costa, reunindo-as e preparando para elas uma festa suntuosa. Deliciadas com a festa, todas concordaram em trabalhar com ela. Assim, Gildéptis foi capaz de sintetizar suas energias e transformar o redemoinho num rio.

Significado da carta - Gildéptis entra mansamente na sua vida para mostrar que o caminho da totalidade para você agora é a síntese. E hora de juntar os aspectos divergentes, os opostos num todo. Neste momento de sua vida, você pode estar envolvida em conflitos ou oposições. Agora você deve resolvê-los e criar união. Talvez você esteja dissipando a sua energia, sua força vital, em muitas direções, ou tenha colocado muita lenha na fogueira. É hora de descobrir um fio comum que ser-virá para atender às suas necessidades da melhor forma possível. Gildéptis diz que aprendendo a ouvir todas as partes, todos os aspec-tos divergentes, e isso pode incluir sua família, comunidade ou par-ceiro, você pode oferecer o que é necessário para criar a totalidade. A totalidade é criada quando todas as partes são respeitadas e ouvi-das, quando todas as partes são unidas e sintetizadas num todo. As maiores oferendas à totalidade muitas vezes estão nos pontos mais discrepantes.


Sugestão de ritual: Banquete na casa de festas de Gildéptis

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. e feche os olhos. 

Inspire profundamente e expire emitindo um silvo "SSSSÍSSSS". 

Em seguida inspire outra vez profundamente e expire desapegando-se de tudo aquilo de que ainda não se desapegou. Então inspire e expi-re pronunciando um "aaaaaaaaah". Sinta, perceba ou visualize um túnel. Pode ser um túnel que você já conheça ou um túnel imaginá-rio. Pode ser um túnel natural ou feito pelo homem. Inspire profun-damente e, à medida que solta o ar, entre no túnel. Ele é quente e bem iluminado, e você começa a viajar para baixo, descendo cada vez mais, indo cada vez mais fundo, mais fundo. Você se sente bem, e vai ficando mais profundamente relaxada à medida que desce. Vocêvê uma luz no fim do túnel. Então sai do túnel e chega à casa dê festas de Gildéptis, que fica embaixo da água.

Ela encontra você na entrada e, em sinal de boas-vindas, leva-a até um grande salão de jantar. Ele está ricamente mobiliado com objetos naturais. Embora a mesa esteja posta para muitas pessoas, você é a única convidada. Gildéptis lhe oferece o lugar de honra. Ela diz que a festa é em sua homenagem, os outros lugares são para todas as partes e aspectos de si mesma.

Ela pede que você chame todos os seus aspectos e você obedece ("chamá-los" significa pedir que venham, chamando-os pelo nome ou convidando os que quiserem participar.) Seus aspectos chegam e tomam seus lugares. Você talvez reconheça alguns, outros podem surpreendê-la; talvez todos lhe sejam desconhecidos.

Com todos os lugares tomados à mesa, Gildéptis diz que essa é uma festa mágica, em que todos os seus aspectos serão alimentados com aquilo de que precisam para que possam sintetizar-se formando um todo, que é você. Ela diz para cada aspecto pedir o que deseja. O primeiro aspecto inspira profundamente e pede aquilo de que precisa. O que foi pedido aparece e é absorvido, aceito e integrado. Então a peça seguinte pede aquilo de que precisa, e assim por diante, até to-das pedirem, receberem, absorverem, aceitarem e integrarem. Você é a última a pedir. O que você pediu aparece, você absorve e, então, sente uma onda de força, de energia, de completude, de totalidade. Você se levanta e, um por um, os seus aspectos vêm na sua direção. Você os abraça e eles se tornam parte de você. Você se sente maravilhosa, viva, energizada, centrada no corpo. Um todo. Então agra-dece a todos os seus aspectos e oferece sua gratidão a Gildéptis.

Você entra outra vez no túnel e começa a subir, subir, subir, sentindo-se poderosa, sentindo-se um todo. Para cima, subindo, subin-do, até chegar à entrada do túnel e sair. Você inspira profundamente e, à medida que solta o ar, volta ao corpo. Quando estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

21 de ago de 2017

Isis

Isis
MATERNIDADE

Eu concebi carreguei
e dei à luz toda a vida

Então, depois de lhe dar todo o meu amor meu filho

dei-lhe meu amado companheiro, Osíris Senhor da vegetação

Deus dos cereais

para ser ceifado

e nascer outra vez

Eu cuidei de você na doença com minhas artes de cura fiz suas roupas e inventei tecer e fiar

observei seus primeiros passos

ajudando-o a passar da infância para a maturidade Estive com você até mesmo
no final

para segurar a sua mão

e guiá-lo para a imortalidade Você era Tudo
E eu lhe dei tudo

E para você eu fui Tudo

Isis, Grande Deusa, Mãe de Tudo



Mitologia

Isis, conhecida como Au Set ("Rainha Suprema") e Isis Panthea ("Isis, a Deusa de Tudo") foi adorada em muitos lugares, inclusive no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Set, que

- 104 -


espalhou seus pedaços, Isis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles, menos o pênis, que substituiu por um membro de ouro. Por meio da magia e das artes de cura, ela trouxe Osíris de volta à vida; em seguida, ela concebeu seu filho solar Hórus, através do pênis de ouro. Quando os templos de Isis foram transformados em igrejas cristãs, Isis com seu bebé Hórus no colo foi transformada na Virgem Maria com o menino Jesus.



Significado da carta

Isis apareceu na sua vida para lhe dizer que é hora de ser mãe. Você anda desperdiçando sua energia maternal sem guardar nenhuma para si mesma? Assumiu um novo projeto ou teve mais um filho? Sente que algo necessita de cuidado maternal extra, mas não está em con-dições de oferecê-lo? Sua mãe ou quem cuidou de você lhe deu os cuidados maternos de que você precisava? Isis diz que é importante obter os cuidados maternos de que você precisa para curar as mágoas do passado. Todos precisam de cuidados maternos, independente-mente de você ser donzela, mãe ou mulher madura.


Sugestão de ritual: Jornada até his


Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Faça uma inspiração profunda e exale o ar com o som "ma". Faça outra inspiração profunda e libere tudo o que estiver retendo ao fazer o som "ma". Agora, respire fundo outra vez e, à medida que sol-ta o ar, visualize, sinta ou imagine-se num barquinho num rio de águas calmas e límpidas. O dia está quente e ensolarado, e o barco embala você suavemente para a frente e para trás, para a frente e para trás. Você está deitada sobre almofadas macias enquanto o barco a leva.Entregue-se ao calor do sol e ao movimento do barco. O som da água batendo contra o barco a coloca num estado de bem-aventurança, totalmente relaxada. Agora você é capaz de perguntar: "Onde preci-so de carinho de mãe?" Você visualiza, sente ou percebe uma ocasião na sua vida, passada ou presente, em que precisou de cuidados mater-nos e não os recebeu. Deixe que quaisquer sentimentos que venham à tona sejam expressos.

O barco flutua até um cais e pára. Diante de você está o Templo de Isis. Você salta do barco e anda até o Templo. Tire os sapatos e entre nele. Dentro está escuro, exceto por uma lamparina acesa na entrada. Você pega a lamparina e continua entrando nas profunde-zas do Templo de Isis. Encontre um local em que você se sinta bem e coloque a lamparina no chão. Em seguida sente-se diante dela e chame Isis.

Isis aparece e pergunta o que você quer. Você lhe fala sobre o momento de sua vida em que precisou de cuidados maternos e pede que ela dê isso a você. Entregue-se a ela e aceite o seu amor mater-nal divino, até ficar satisfeita e saciada. Isis lhe pede uma oferenda, que você dá de coração aberto.

Quando estiver pronta para partir, agradeça a Isis. Ela desapa-rece, e você pega a lamparina, devolve-a ao seu lugar e sai do tem-plo. O barco está à sua espera. Você entra no barco, que volta ao rio e segue levando-a de volta. Você navega com uma sensação de rela-xamento, revitalização e paz. O barco atraca na margem oposta do rio. Faça uma respiração profunda, solte lentamente o ar e, quando sentir que está pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

Deusa Cerridwen

MORTE E RENASCIMENTO

Eu lhe dou a vida Eu lhe dou a morte é tudo uma coisa só

Você anda pelo caminho em espiral o caminho eterno

que é a existência sempre se transformando sempre crescendo

sempre mudando


Nada morre que não nasça outra vez nada existe sem ter morrido Quando vier até mim
eu lhe darei as boas-vindas então a acolherei no meu útero meu caldeirão de transformação onde você é misturada e peneirada fundida e fervida

derretida e triturada reconstituída e depois reciclada Você sempre volta para mim

você sempre vai embora renovada Morte e renascimento

não são nada mais que pontos de transição ao longo do Caminho Eterno


Mitologia

Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa tríplice — donzela, mãe e mulher idosa — cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela se relaciona com a Lua, a inspiração, a poesia, a profecia, a mudan-ça de forma e a vida e a morte. Cerridwen teve dois filhos. Um era belo e o outro, feio. Como queria que o rapaz feio tivesse algo de seu, ela fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar de fazer a poção, que se destinava a torná-lo inspirado e bri-lhante. Ela ordenou que Gwion, seu assistente, tomasse conta da poção e o advertiu para não bebê-la. Acidentalmente, algumas go-tas da poção espirraram na mão de Gwion, e ele levou a mão à boca. Instantaneamente, ele sabia tudo, até mesmo que Cerridwen tenta-ria matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele. Depois de muitas mudan-ças de forma, Gwion foi engolido por Cerridwen, que o deu à luz nove meses depois.

Significado da carta

A aparição de Cerridwen na sua vida anuncia um tempo de morte e renascimento. Algo está morrendo, e é preciso deixar que se vá para que algo novo possa nascer. Conhecemos essa dança de morte e renas-cimento da Terra como as estações do ano. A matéria não pode ser criada ou destruída, mas passa por transformações. O mesmo acon-tece conosco. Para viver na plenitude e com totalidade é preciso que aceitemos a vida como ela é, o que inclui a morte e o renascimento. Desapegue-se do que não serve mais para você e para sua totalidade. Talvez você tenha chegado ao final de um ciclo, de um relacio-namento, de um emprego, e esteja com medo de deixá-los ir embo-ra. Ou sente que está morrendo, quando apenas uma parte de você tem de dar lugar ao novo. Talvez a ideia de que existe morte e ape-nas morte seja dolorosa demais para você aceitar. O fato de vivermos em determinada cultura privou a maioria de nós do caminho de morte e renascimento da Deusa. A totalidade é alimentada quando ficamos conscientes de que cada passo no caminho da vida também é um pas-so rumo à morte e ao renascimento. A totalidade é conquistada quan-do conseguimos dizer sim e dançar com a morte e o renascimento. Cerridwen diz que você sempre receberá de volta o que der a ela. Isso será mudado, transformado, mas você o terá de volta.



Sugestão de ritual: O caldeirão de Cerridwen

Reserve um horário e um lugar em que você não seja incomodada. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. Feche os olhos. Inspire profundamente e expire lentamente, contando até dez. Inspire outra vez e novamente expire contando até dez. Faça uma terceira inspiração profunda e, enquanto solta o ar, visualize ou sin-ta um túnel. Pode ser um túnel que você conheça ou um túnel que você imagine. Fique em pé do lado de fora do túnel e passe os dedos pela superfície da entrada. Sinta o cheiro. Entre no túnel. Lá dentro está quente e confortável, ele é bem iluminado e agradável. Você vai descendo, descendo cada vez mais fundo. Descendo, descendo, sente-se relaxada, confortável, até chegar ao final do túnel. Há luz no fim do túnel, a luz do Além.

Você passa para o Além e é recebida por Cerridwen. Ela pega você pela mão e a leva até seu caldeirão. Ele é gigantesco e preto. Cerridwen mexe o conteúdo do caldeirão e pede que você ponha ali tudo o que precisa ser transformado e abandonado, tudo que pre-cisa morrer. Você põe tudo no caldeirão e mexe. Cerridwen agita o caldeirão.

Cerridwen pára de agitar o caldeirão, deixa de lado seu bastão e coloca as mãos dentro dele. Ela tira o que você jogou lá dentro, que coloca na sua frente. O que você jogou foi transformado no que é preciso. Você agradece a Cerridwen e ela lhe pede um presente, que você dá de boa vontade. Pronta para voltar, você entra no túnel levan-do consigo o que foi transformado dentro do caldeirão de Cerridwen.

Agora você está subindo, subindo, subindo, sentindo-se revigo-rada, energizada. Continue a subir até chegar à entrada do túnel. Você sai do túnel e respira profundamente. Ao expirar lentamente, você volta ao corpo. Respire fundo mais uma vez e, quando estiver pron-ta, abra os olhos. Seja bem-vinda!

Eurínome - ÊXTASE

Mitologia - Eurínome, ou "ampla viagem", é a Grande Dança dos povos pré-helênicos da Grécia. Ela é a Grande Deusa de todas as coisas. Ela separa o céu do mar e, enquanto dançava nas ondas, criou o vento norte. O vento norte cresceu lascivo, então ela o aprisionou em suas mãos e formou uma serpente que chamou de Ofion. Eurínome fez amor com Ofion e então assumiu a forma de uma pomba para botar o ovo universal do qual proveio toda a criação. Ofion, não contente com o fato de ser uma criação de Eurínome, e co-criar com ela, alardeou que ele era o supremo criador. Eurínome arrancou seus dentes e o baniu.

Significado da carta - Eurínome dança na sua vida para dizer que é hora de êxtase. Ele es-tá aqui para você em toda a sua plenitude, exuberância e entusiasmo. Como você pode proporcionar a si mesma um êxtase profunda-mente fortalecedor e alegre? Um caminho é curar as suas feridas. Elas ocupam lugar emocional em seu íntimo. Uma vez curadas, o espaço que elas ocupavam fica disponível para o êxtase. Outro caminho é abrir-se a ele, invocá-lo, senti-lo e deleitar-se nele. Para aqueles que tiveram pouca alegria na vida, a decisão consciente de cortejar, seduzir e provocar o êxtase certamente é bem-vinda. Eurínome diz que, quando você tomar a decisão de dançar com o êxtase, a vida a desa-fiará com novas oportunidades para facilitar essa dança.

Sugestão de ritual: Dance com Eurínome

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. Feche os olhos. Respire fundo e expire suavemente. Escolha uma parte do seu corpo e respire profundamente para ela. Concentre toda a sua atenção nessa parte; em seguida, prenda a respiração e sinta uma peque-na pulsação nessa parte do corpo, contando até cinco. Lentamente, expire e sinta, perceba ou visualize seu corpo transformando-se em pó, enquanto a parte escolhida continua intacta. Então inspire pro-fundamente e, à medida que solta o ar, deixe essa parte do corpo ruir transformando-se em pó.

Visualize, sinta ou perceba a abertura de uma caverna. Pode ser uma caverna que você conheça ou uma caverna imaginária. Respire fundo e, à medida que expira, veja-se em pé diante dessa caverna. Sinta o exterior dessa caverna. Cheire a entrada. Então, entre na caverna. Ela é do tamanho exato e tem a temperatura de que você precisa para sentir-se bem. Vá para o fundo da caverna, que se estreita num túnel descendente, e comece a descer, descer, cada vez mais fundo, mais fundo, mais fundo. Para baixo, cada vez mais para baixo, sentindo-se relaxada, mais à vontade, até ver uma luz no fim do túnel. É uma luz pálida, cinzenta, e você sai através dela. Agora você está no grande caos primordial. Nada é diferenciado, tudo gira e rodopia. Você chama Eurínome, e ela aparece perto de você. Ela a convida para dançar o êxtase com ela.

Respire profundamente para o seu coração ao mesmo tempo que se abre para experimentar o que for necessário. Respire fundo outra vez, enchendo os pulmões com força e energia. Eurínome começou sua dança, e a visão, o sentimento e a sensação disso enchem você de uma alegria imensa, tanto que você se sente fortalecida e inspira-da para começar a dançar. (Neste ponto, talvez você queira tocar uma música e começar a dançar, ou talvez queira continuar com o ritual como se fosse uma viagem.)

Enquanto dança, você sente prazer. A delícia de mover-se, de estar total è completamente no seu corpo lhe dá prazer. O prazer aumenta quanto mais você se movimenta, quanto mais você se expressa por meio da dança, até você sentir uma energia vibrante zunir em seu coração. A medida que o zunido se espalha por todo o seu corpo, seu coração se escancara para o êxtase, e você sente suas células explodirem. O sentimento da dança é vibrante, arrebatador e extático.

Os limites do seu corpo se dissolvem, seu ser verdadeiro se expan-de até você ter a sensação de união com tudo o que existe, com tu-do que já existiu e com tudo que ainda vai existir. Você dança, e o caos rodopiante, fervilhante se divide em céu e água. Você dança nas ondas em total bem-aventurança e alegria.

Continue dançando, sentindo-se repleta de alegria, encanto, êxtase. Continue dançando até sentir-se plena e pronta para voltar. Agradeça a Eurínome e volte à caverna.

Agora você está subindo, subindo, subindo, sentindo-se comple-tamente revigorada, subindo, subindo, subindo, sentindo-se revita-lixada, transformada e vibrantemente viva. Você chega à caverna e sai pela abertura. Em pé fora da caverna, inspire profundamente e, à medida que expira, volte ao seu corpo. Respire fundo outra vez e abra os olhos. Seja bem-vinda!

16 de ago de 2017

A Lenda das Treze Matriarcas

Ao longo dos tempos, entre os Kiowas, Cherokee, Iroquois, Seneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinavam, nos “Conselhos de Mulheres” e nas “Tendas Lunares”, as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lendas das “Treze Mães das Tribos Originais”, representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separativistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma sociedade de parceria.

Como regente das treze lunações, as Trezes Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formando os treze segmentos, simboliza o calendário lunar.

Conta a lenda que, no início da vida no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão; a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.

Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manifestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu a humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo foram manifestados no mundo material como as Trezes Matriarcas, representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada um por si só e todas em conjunto, começaram a agir para desenvolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.

Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado “A Casa da Tartaruga” e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada.

Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em cada uma das treze lunações. Conhecendo essas verdades milenares e a sabedoria dos ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.

Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar os sonhos.

Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir e recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio da Terra.


Mirella Faur (Líder espiritual do movimento conhecido como o Ressurgimento do Sagrado Feminino, o retorno da Deusa).

Extraído do livro “O Anuário da Grande Mãe” de Mirella Faur, lançado pela Editora Gaia.

15 de ago de 2017

DOCUMENTÁRIO - NFBC - Women in Cinema (vários)

Documentários em inglês, sem legenda:
Women in Cinema (vários filmes)
https://www.nfb.ca/channels/international_womens_day_site/


  • The Housewife
    The Housewife
    1975 | 6 min
  • Under Wraps
    Under Wraps
    1998 | 55 min
  • Rock the Box
    Rock the Box
    2015 | 10 min
  • Chi
    Chi
    2013 | 59 min
  • Absences
    Absences
    2013 | 1 h 14 min
  • Who Cares
    Who Cares
    2012 | 1 h 19 min
  • Bone Wind Fire
    Bone Wind Fire
    2011 | 30 min
  • Heartbeats
    Heartbeats
    1992 | 20 min
  • Shooting Stars
    Shooting Stars
    1987 | 49 min
  • Why Women Run
    Why Women Run
    1999 | 46 min
  • Goddess Remembered
    Goddess Remembered
    1989 | 54 min
  • Women on Patrol
    Women on Patrol
    2004 | 54 min
  • Me and the Mosque
    Me and the Mosque
    2005 | 52 min
  • Flamenco at 5:15
    Flamenco at 5:15
    1983 | 29 min
  • Augusta
    Augusta
    1976 | 16 min
  • Baseball Girls
    Baseball Girls
    1995 | 1 h 20 min
  • A Sunday at 105
    A Sunday at 105
    2007 | 13 min
  • The Burning Times
    The Burning Times
    1990 | 56 min
  • Mabel's Saga
    Mabel's Saga
    2004 | 15 min
  • The Company of Strangers
    The Company of Strangers
    1990 | 1 h 41 min
  • Finding Dawn
    Finding Dawn
    2006 | 1 h 13 min
  • Toward Intimacy
    Toward Intimacy
    1992 | 1 h 1 min