11 de set de 2017

Mulher Mutante - CICLOS

Mitologia - A Mulher Mutante, ou Estsanatlehi (a que se renova) — como é chamada pelos navajos e pelos apaches — pode mudar de idade simplesmente andando até o horizonte e cruzando-o. Alguns de seus nomes são Mulher da Concha Branca e Mulher Turquesa, que correspondem à mudança das cores do seu vestido à medida que mudam as estações do ano. Os navajos dizem que ela foi encontrada por Coyote, depois de ter nascido da Escuridão e da Aurora na montanha Spruce, com um lençol de nuvens e arco-íris, mantida em segurança em seu berço pelos relâmpagos e pelos raios do Sol. Suas dádivas para o povo são as cerimônias de bênção, as estações e o alimento.


Significado da carta - A Mulher Mutante entra girando na sua vida para dizer que o caminho para a totalidade está em aprender a respeitar os seus ciclos. Ciclos menstruais são um aspecto importante de ser mulher. Nós sangramos mas não morremos, portanto, podemos levar a vida adiante. Continuando a dançar nossos ciclos, chegamos à menopausa quando deixamos para trás a época fértil, de fecundação de filhos, e retemos nosso sangue sábio dentro de nós. Então podemos ser uma fonte de sabedoria para nossos entes queridos e para a comunidade ao nos tornarmos bruxas, o que significa "mulheres sábias".


Você celebra a sua menstruação e a vê como uma época de interiorização? Como uma época de abandono, de deixar morrer para que o novo possa chegar? Ou você adotou o ponto de vista patriarcal de que a menstruação é algo impuro, algo que deve ser escondido? A menopausa enche você automaticamente de medo de ficar velha e feia, de não ser mais valorizada e digna numa cultura que adora a juventude? Você se sente desamparada numa sociedade que leva as mulheres a esconder seus períodos de sangramento, regular seus hormônios tomando pílulas, e adiar a menopausa por meio da TRE (terapia da reposição de estrógeno) ?


Respeitar os ciclos também significa honrar seu processo único, seu caminho único na vida. Você pode estar no meio de um ciclo vital particular ao qual deve render e honrar. A Mulher Mutante diz que a totalidade é alimentada quando proclamamos o poder em nossos ciclos prestando atenção a eles e celebrando-os. Ao celebrar nossos ciclos, nós nos celebramos como mulheres.


Sugestão de ritual: Celebre os seus ciclos

Reserve um horário e um lugar em que você não seja incomodada. Sente-se, fique em pé ou deite-se confortavelmente e identifique o ciclo em que você está. Você pode optar por descobrir ou fazer um símbolo para o seu ciclo atual. Trace um círculo chamando os ele-mentos (falando com eles e pedindo que estejam presentes) ou trans-formando-se neles (ver Vila: Mudança de forma, pp. 185-188). Se estiver usando um símbolo, coloque-o no centro do círculo. Ande ao redor do lado de fora do círculo e preencha o lado de dentro com respeito e honra. Você pode fazer isso tocando sua música predileta e dançando ao redor do círculo, pensando ou cantando "Amo os meus ciclos, gosto de ser mulher". Você pode tocar tambor ou outro instrumento musical. Pode fazer qualquer coisa que celebre você e os seus ciclos. Não esqueça de observar que sentimentos isso desper-ta e expressá-los.


Continue até sentir que a energia do ciclo é forte, então entre no círculo e respire profundamente para as suas células. Deite-se, sente-se ou fique em pé no círculo, o que for mais confortável para você. Deixe a energia de celebração que você criou alimentá-la até o âmago do seu corpo/mente/espírito. Sinta o seu poder de cura refa-zer os tecidos dilacerados e feridos. Sinta-se mulher, orgulhosa por ser mulher, por sangrar, por reter seu sangue sábio dentro de si. Sin-ta-se orgulhosa por estar no meio de um ciclo, qualquer que seja ele. Quando sentir-se alimentada, agradeça à Mulher Mutante e a si mes-ma, à sua feminilidade. Saia do círculo. Libere o que você havia invo-cado. Seja bem-vinda!

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