9 de out de 2017

Oya - MUDANÇA


Mitologia - Na África, Oya é a Deusa iorubá dos fenômenos climáticos, especialmente dos tornados, raios, tempestades destrutivas — do fogo, da liderança feminina, do encanto persuasivo e da transformação. Ela também é uma das mais poderosas divindades da macumba brasileira. Quando as mulheres sentem que estão às voltas com problemas de difícil solução, é a ela que devem pedir proteção. Usando a cor da uva, sua predileta, e exibindo nove redemoinhos (nove é o número sagrado), ela é apresentada aqui com um turbante imitando os chifres de um búfalo, pois diz-se que ela assumiu a forma de um búfalo quando se casou com Ogum.

Significado da carta - Oya vem causando tempestades na sua vida para dizer que é hora de mudar, e que a mudança está montando acampamento no degrau da sua porta. O caminho da totalidade para você agora é abraçar a mudança. Você tem estado ocupada demais, estressada demais para prestar atenção às mudanças necessárias em sua vida para alimentar a si mesma? Mudança é um conceito que lhe inspira tanto medo que você prefere deixá-la de lado, brincar de esconde-esconde ou simplesmente ignorá-la? Você organizou sua vida com tanta perfeição que não sobrou espaço para desenvolver o seu potencial? É hora de mudar. É hora de remover, limpar, varrer. Talvez você esteja no meio a Mudança (menopausa) e tenha dificuldade em aceitá-la. Resistir à mudança provoca mudanças mais persistentes. Escolher dançar com a mudança significa que você flui com ela. Deixe-se ser instável, pre-pare-se para crescer. Entre profundamente na dança caótica da mudança e você será ricamente abençoada com incontáveis possibilidades. É hora de fazer algo completamente diferente. Oya diz que a terra precisa ser revolvida antes que algo possa ser plantado, e que a mudança sempre traz aquilo de que você precisa em seu caminho rumo à totalidade.


Sugestão de ritual: Encare a mudança como uma aliada

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Respire fundo e solte o ar lentamente. Inspire profundamente e desta vez solte o ar enquanto emite os sons do vento. Faça outra respiração profunda e, enquanto expira, sinta-se, visualize-se ou per-ceba-se andando por um caminho. O dia está bonito, perfeito para uma caminhada. O caminho a leva para cima e para baixo. Você segue por ele, entregando-se ao lugar para onde ele a conduz, sentin-do-se cada vez mais relaxada, mais e mais à vontade.

Agora o caminho é ascendente. Você vai subindo cada vez mais. Logo é preciso escalar, usando as mãos. E o caminho continua, sem-pre para cima. Finalmente, você tem de subir a um imenso platô. Você chegou ao Plano da Visão, onde o vento sopra frio, claro e limpo. Aqui você pode ver com clareza o que precisa ver.

Sinta o rodopiar dos ventos, enquanto sua visão clareia. Você chama Oya, e ela vem. Ela lhe dá um abraço apertado e pergunta por que você veio. Você indaga: "O que devo fazer para tê-la entre meus aliados?" E ela responde. Veja a resposta claramente em sua mente e em seguida agradeça a Oya pela ajuda. Ela lhe pede um presente que você dá com gratidão e de boa vontade. Oya a abraça outra vez e desaparece.

Agora, é hora de voltar. Você desce devagar e com cuidado. Des-ce cada vez mais, sentindo-se calma e revigorada. Para baixo, para baixo, sentindo-se à vontade e concentrada até estar outra vez no caminho, que a faz atravessar e passear ao redor. Você segue, com uma sensação de paz. O caminho desce e sobe, e você fica cada vez mais desperta. Respire fundo e, soltando o ar bem devagar, volte ao cor-po. Respire fundo outra vez e abra os olhos. Seja bem-vinda!

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