31 de jan de 2017

Ritual do Dia - 31 de Janeiro

VÍDEO: Os 40 anos e o Relógio Biológico - Eleanor Luzes




http://www.cienciadoiniciodavida.org/

Você tem 40 anos e ainda não é mãe? Tem medo de não conseguir engravidar? No episódio de hoje a Dra Eleanor desvenda mais esse mito do relógio biológico.


ELEANOR MADRUGA LUZES é médica, psiquiatra e analista junguiana há 31 anos. Atuou durante três anos em obstetrícia e foi professora primária. É Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutora pelo Instituto de Psicologia da mesma Universidade, com a tese sobre a A Necessidade do Ensino da Ciência Para o Início da Vida nas escolas de ensino médio e nas universidades. 

Eleanor Luzes é membro da Association for Prenatal and Perinatal Psychology and Health (APPPAH), organização que existe há mais de 27 anos, da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), organização ativa desde 1993; é membro colaboradora do Laboratório do Imaginário Social e Educação (LISE), do Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Ministra cursos, workshops e palestras sobre sua tese com o objetivo de informar a sociedade, principalmente aqueles que desejam se tornar mães e pais de uma humanidade mais amorosa.

Lua Minguante (por Morena Cardoso)

{REPOST} Texto de Morena Cardoso do site DanzaMedicina
http://www.danzamedicina.net/blog/amesuatpm

A Lua Minguante chega nos convidando a acessar mais profundamente o nosso Ser, observando aspectos de nós mesmas que foram antes ofuscados pelo brilho radiante da Lua Cheia. Esta fase da Lua está conectada com a quarta e última fase de nosso Ciclo Menstrual. Isso não quer dizer que você deva menstruar necessariamente na Lua Nova ou ovular na Lua Cheia. Isto representa de fato o tipo de energia que estamos trabalhando nesta fase especifica do ciclo menstrual.
Enquanto estávamos na Lua(durante nossa menstruação) o recolhimento, a contemplação e a quietude inundavam nosso ser; em sonhos auspiciosos, alto potencial intuitivo e poder visionário. Como a energia do inverno.
Durante a segunda fase do ciclo, quando paramos de sangrar, incorporamos o arquétipo da menina, a donzela, a virgem, a princesa- em comunhão com aspectos como espontaneidade, responsividade, disposição e vitalidade; se expressando também com atenção focada, centramento, força de vontade e ação em direção a nosso projetos pessoais, ambições e propósitos. Como a energia da primavera.
Na terceira fase do ciclo, durante a ovulação, nos encontrávamos plenas, cheias de luz, expansivas, comunicativas. Com nossa sexualidade cada vez mais expressa; em nossas ações criativas, nossa capacidade de conexão e integração com o outro, na forma como nos vestimos e nos interacionamos- em empatia, proteção, nutrição e acolhimento. Como a energia do verão.  
Chegando na última fase do ciclo, nossa luz começa naturalmente a se recolher. É um momento de aproveitar todo o potencial e urgência criativa desta fase para concluir e finalizar o que quer que você tenha iniciado neste ciclo; deixando ir o que você não mais necessita levar para o próximo ciclo.
Chanel Baran
Chanel Baran
Observamos nesta fase um movimento de transição em direção às nossas sombras- em direção  a partes mais obscuras e profundas de nosso ser. Conectada com a energia do outono, aqui é onde as folhas secam e caem, as flores morrem, os dias se tornam mais curtos e as noites mais longas. Um princípio de morte, de recolhimento, de retração, de escurecimento. Conhecido como TPM, Este período visto de forma muito negativa e deturpada pelo coletivo.
Esta aversão por este período reflete a tendência de negação e fuga que vivemos em nossa sociedade quando falamos a respeito da morte; como movimento de desapego e entrega. Reflete nossa dificuldade de deixar ir, de permitir que se quebre, que se desfaça, que se esvaia; para que renasça em um novo senso de existência em novas primaveras.
 Esta aversão reflete tendência de negação das nossas sombras: nossas dores, nossas limitações, nossas feridas emocionais, nosso corpo de dor, nossos padrões e crenças limitantes, nossos medos, automatismos negativos e conflitos internos.
 Vivemos em uma sociedade que supervaloriza o belo, o brilhante, o jovem, o eficiente... o que é externo, que cresce, expande, é feliz, reluzente, imponente... enquanto negamos o envelhecer, o diminuir, o recolher, o interiorizar, a tristeza como processo de crescimento, transformação e tomada de consciência.
As sombras, e a forma como nos relacionamos com ela, foi trazida como tema de estudo por muitos mestres e professores das mais diversas linhas espirituais como uma chave, um caminho para o verdadeiro despertar. Conhecer e dançar neste equilíbrio dinâmico de nosso ciclo menstrual é, inegavelmente, uma oportunidade de crescimento, fortalecimento do espírito, maturização da alma e despertar da mulher em todos os aspectos. Porém, este caminho exige que cada uma de nós honre a qualidade de impermanencia e transformação constante que ocorre ciclicamente dentro de nós, além do acolhimento de cada uma das fases deste ciclo, de forma incondicional.
Acreditando que parte de nós é inadequada, aos poucos vamos criando barreiras em nossa consciência que não permitem, nem a nós mesmas, percebermos esta negação de si, e assim seguimos construindo nossas vidas com toda esta poeira embaixo do tapete; coordenando inconscientemente as nossas ações, nossas reações, tomando escolhas, sugerindo condutas pessoais e norteando nossos destinos... nos tornando escravas das realidades que nós mesmas criamos. A TPM nos permite enxergar a verdade sobre quem realmente somos, o que realmente desejamos manifestar e como queremos realmente viver esta jornada da vida - só assim podemos realmente nos tornarmos criadoras de nossa própria realidade, só assim poderemos seguir, inteiras, confiantes e despertas, em direção ao nosso destino maior em realização do Ser. 
 As sombras são aspectos de nosso ser que nós preferíamos não ter que encarar; por medo de não sermos amadas, aceitas, acolhidas ou apreciadas; por medo de nos tornarmos inadequadas, medo de perdermos o controle ou a idéia de segurança.  Acessar as sombras é perceber com mais clareza o que precisa ser transformado , o que precisa ser deixado para trás, o que precisa ser curado,  quais as máscaras e cargas, quais as idéias e crenças que devemos deixar para trás para seguir em direção ao novo ciclo com mais verdade, mais leveza, mais plenitude e autenticidade.
Existe ai, nesta TPM, neste encontro com as sombras, uma grande diferença entre “Legitimar uma reação inconsciente” X “Fazer mudanças positivas em nossas vidas a partir da tomada de consciência de si”. Agir por impulso, justificar ações de agressividade, violência, drama ou vitimização em nome da TPM é totalmente diferente de efetivá-la como um processo de cura. Para isso é muito importante manter o seu centro, manter a presença, a observação de si e o não julgamento. Ficar com o que se é, acolher as informações que vêm à tona, sejam quais forem. Assumir o compromisso consigo mesma de deixar ir, através de seu sangue menstrual, tudo aquilo que não lhe serve mais e que lhe causou tanto desconforto e irritabilidade ao final do seu ciclo. Lembrar-se com firmeza e consciência, de que tudo o que acontece fora de você é resultado de seus próprios processos internos, e que, da mesma forma, a transformação acontece SEMPRE, de dentro para fora, SEMPRE do principio da auto responsabilidade. 
Chanel Baran
Chanel Baran
É muito importante durante este processo, se respeitar e ser gentil consigo mesma; dar-se tempo e espaço e ir devagar se preparando para sair do mundo. Assumir o compromisso com sua mente, corpo e espírito de se recolher, entrar no silencio, na quietude e ir descansar. Quando você se compromete, durante a sua TPM, a se retirar do mundo por alguns instantes quando chegada a sua lua(sua menstruação), todo este processo se suaviza exponencialmente.  
Se empoderar como mulher e se reconectar com o Sagrado Feminino em nós, passa por este lugar de legitimar todo o nosso Ser Mulher, assim como é; nosso sangue menstrual, nosso ciclo, nossas sombras, e sim, nossa TPM- conhecer a nós mesmas a partir do equilíbrio dinâmico de nosso ciclo. Que excelente oportunidade e ferramenta possuímos em nossos corpos, para o nosso despertar; para a realização maior de nosso Ser!
 Escute o chamado da Lua Minguante que anuncia o retorno às cavernas da alma, escolha o que você deseja levar contigo para este recolhimento e o que você deixa para trás; escolha neste momento o que lhe nutre de verdade, para que você possa deitar-se sem medo sobre o colo da Lua Nova, deixando que ela te cubra com este manto de escuridão até o retorno da lua crescente, ate a volta de uma nova primavera; onde você recomeça, do mesmo lugar, mas como se fosse a primeira vez.
*Fotografias: The Visionary Photographic Art of Chanel Baran: http://chanelbaranphoto.com/

**Texto por Morena Cardoso: Mulher, mãe, terapeuta corporal, peregrina, buscadora, escritora, visionária da Mandala da Lua- Criadora e facilitadora da DanzaMedicina. Morena há mais de uma década percorre lugares sagrados ao redor do mundo em diferentes culturas e tradições originárias; resgatando saberes ancestrais do feminino e ferramentas de cura pela psicoterapia do corpo e movimento; compartilhados hoje a centenas de mulheres em diversos países,na forma de Workshops, vivências e retiros. 
***Este foi o texto #7 de um projeto de 13 textos publicados sequencialmente no Projeto "O Diário da Lua Vermelha". Acompanhe!

30 de jan de 2017

Ritual do Dia - 30 de Janeiro

Yoga Diário

“Só quero ter certeza de que as pessoas saibam que não importa como seu corpo parece. Isso não importa na yoga. 
A questão é lembrar quem você real." Jessamyn Stanley
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Lua Cheia (por Morena Cardoso)

{REPOST} Texto de Morena Cardoso do site DanzaMedicina
http://www.danzamedicina.net/blog/luacheia

Com todas as bênçãos e honrarias, damos as boas vindas à Lua Cheia!
A energia da Lua Cheia representa em nosso ciclo menstrual a chegada da ovulação.
Isto não significa que a mulher deva menstruar na Lua Nova e ovular na Lua Cheia. Isto representa o tipo de energia, o tipo de freqüência e vibração que experenciamos no período fértil em nosso ciclo interno pessoal: Assim com a Lua Cheia- radiantes, brilhantes, expansivas, cheias de clareza e beleza!
Gus Benke
Gus Benke
Tendo como referência às estações do ano, esta fase do nosso ciclo menstrual está também conectada com a energia do verão. Tendo como referência o ciclo do sol, está conectada ao período das 9h da manhã às 3h da tarde-  quando nos encontramos mais abertas a nos comunicar, nos expressar, a sair de nosso ninho em direção à luz e ao calor, indo de encontro com a abundância que vibra e floresce, dentro e fora de nós.
Este é o momento de desfrutar de nosso útero alquímico, de honrar e descobrir as riquezas de nossa feminilidade e fertilidade; orgulhar-se dela, deliciar-se com ela! É o momento de sentir todo o poder de nosso potencial criativo, expresso em nosso corpo, mente e espírito.
Este é o momento de conceber: idéias, sonhos, projetos; deixando transbordar nossos propósitos internos mais profundos. Este é o momento de observar os aspectos de nosso Ser que estão sendo iluminados e trazidos à superfície; percebendo, em clareza e compaixão, quais os padrões, hábitos e crenças que estão sendo amplificados em nós neste momento. Quais frutos estão a surgir? Qual a qualidade das sementes que você plantou desde o início de seu ciclo? O que lhe aguarda no período da colheita, em sua Lua Minguante? Com a força da Lua Cheia dentro de nós, passamos a atrair tudo aquilo que vibramos internamente- consciente ou inconscientemente.
Com a nossa sexualidade cada vez mais aflorada, nossa libido aumenta muito neste período; expressa em um desejo de conexão e intimidade com o outro. É um momento em que nos tornamos mais atentas e cuidadosas com a nossa aparência, nos sentimos mais interessantes, bonitas e autoconfiantes. Nosso corpo fértil dá sinais de transformação; os hormônios deixam nossa pele reluzente, nossos cabelos mais brilhantes, nossa vagina aumenta de tamanho e se torna mais úmida, nossos seios se tornam mais fartos. Toda esta energia age como um feromônio natural que sutilmente atrai e magnetiza as pessoas ao nosso redor, não apenas sexualmente, mas em todos os aspectos.
Gus Benke
Gus Benke
Representado pelo elemento água, podemos acessar mais facilmente, durante nosso período fértil, qualidades como: fluidez, adaptabilidade, entrega, compaixão, empatia e transparência; além de vislumbrar o aumento de nosso potencial intuitivo e a maior conexão com nossas emoções. 
Nesta espiral sagrada, a Lua Cheia deita sobre a direção Norte onde na tradição andina, está conectada com o espírito do animal de poder do colibri, o beija-flor! Este animal representa a nossa capacidade de oferecer o amor e gentileza incondicionalmente- em leveza, união.
Na primeira fase do ciclo menstrual, enquanto estamos sangrando, nos encontramos recolhidas em nosso universo interno; em quietude e silêncio, como a Lua Nova.
Na segunda fase do ciclo menstrual, como a Lua Crescente, nos encontramos responsivas, receptivas, espontâneas, descontraídas e alegres- como uma jovem donzela em um jardim de primavera. Também na segunda fase do ciclo menstrual nos percebemos muitas vezes como guerreiras; em atenção focada, objetividade, decisão, posicionamento e assertividade.  
Nesta terceira fase do ciclo menstrual, durante o período fértil, nos encontramos menos focadas em nossos próprios interesses e desejos egocentrados e passamos a olhar ao nosso entorno com mais cuidado e carinho: Esta é a representação do Arquétipo da Mãe.
A Mãe aqui não se faz a partir da concepção de um filho mas sim de qualidades e manifestações que partem deste espaço interno de nutrição, proteção, acolhimento, suporte e ancoramento, sustentação. Esta energia de Gaia, da Mãe Terra, da Grande Mãe; pode ser compartilhada e manifestada das mais diversas formas: oferecendo seu tempo para uma escuta carinhosa, aumentando sua capacidade de doação, expondo suas emoções e abrindo seu coração, cuidando de um jardim, criando expressões artísticas,compartilhando energias criativas, nutrindo um propósito de vida, uma empresa, um projeto; cozinhando para as pessoas que amamos, oferecendo um abraço protetor, amparando; em serenidade e amor.

Seja qual for o momento de seu ciclo, se permita experenciar toda a força, a energia de plenitude e a radiante presença da Lua Cheia, que desde o céu lhe abençoa com o poder da criação, da manifestação e abertura da consciência. Ao ovular, receba e honre a Lua Cheia que brilha dentro de ti: honre ao seu útero sagrado, ovários, óvulos, muco, seios; honre a fertilidade que transborda em sua mente, corpo e espírito e utilize conscientemente deste maravilhoso potencial de concepção para criar vida, para criar sua própria vida, para cocriar sua própria realidade e para manifestar assim todos os propósitos mais profundos de seu coração; em gentileza e união consigo, e com o todo. 
**Fotografias: gusbenke.com


*Texto por Morena Cardoso: Mulher, mãe, terapeuta corporal, peregrina, buscadora, escritora, visionária da Mandala da Lua- Criadora e facilitadora da DanzaMedicina. Morena há mais de uma década percorre lugares sagrados ao redor do mundo em diferentes culturas e tradições originárias; resgatando saberes ancestrais do feminino e ferramentas de cura pela psicoterapia do corpo e movimento; compartilhados hoje a centenas de mulheres em diversos países, na forma de Workshops, Retiros e Vivências.
***Este foi o texto #06, dos 13 textos publicados sequencialmente no Projeto "O Diário da Lua Vermelha"

29 de jan de 2017

Ritual do Dia - 29 de Janeiro

Lua Crescente (por Morena Cardoso)

{REPOST} Texto de Morena Cardoso do site DanzaMedicina
http://www.danzamedicina.net/blog/luacrescente

Esta fase, no ciclo menstrual da mulher, representa o momento desde o fim do sangramento até a ovulação- ou seja, representa a energia da segunda fase de nosso ciclo menstrual.
Isso não quer dizer necessariamente a mulher precise menstruar na Lua Nova e seguir a segunda fase do ciclo na Lua Crescente. Isso significa na verdade que assim como a lua, temos nossas fases distintas em ciclos internos que são representados na natureza e na mitologia arquetípica como padrões, frequências e manifestações específicas de cada momento. 
Se você se permitiu um tempo de recolhimento, auto estudo e quietude durante a sua lunação(menstruação); ao final do sangramento você irá perceber que começa a ficar cheia de energia em todos os aspectos; como a lua nova que cresce a partir de  sua profunda escuridão, assim também a mulher passa a se tornar a cada dia mais numinosa em direção à sua fertilidade. 
Já renovada, a mulher nesta fase vai voltando devagar para o mundo e aos poucos se sente pronta para encarar todos os desafios da vida mundana; em entusiasmo e ânsia de vivê-lo intensamente.
A segunda fase do ciclo menstrual é representada também pela primavera: como a luz que retorna trazendo florescimento, despertando flores, corea e renovação; vida que pulsa em pura expansão!
Para algumas mulheres, esta fase invoca o arquétipo de Perséfone, a Deusa do Mundo Subterrâneo que sai dos labirintos das sombras do inconsciente e sobe à superfície. Como um renascimento a partir dos lugares mais profundos do Ser; onde se entra em contato com memórias de dores, medos e a conscientização de padrões limitantes- mas depois floresce como clareza de pensamento e cura de velhas cargas emocionais e mentais. 
Como Perséfone, existe também nesta fase a energia pura e jovial de uma donzela. Onde a mulher se sente como uma princesa, uma sacerdotiza iniciante; generativa, responsiva e flexível. Neste caso, este é um ótimo momento para resolução de conflitos, para explorar novas formas de lidar com as resistências. Um momento propício aprender algo novo ou fazer de uma nova maneira, experimentando novas formas de se manifestar de forma mais leve e de se relacionar mais harmoniosamente no mundo. 
Para outras mulheres, a segunda semana do ciclo menstrual vem como o  momento de se centrar somente em seu próprio ser, em seus anseios pessoais e suas ambições;  colocando em prática, através de sua crescente criatividade, os seus projetos de vida e propósitos: principalmente aqueles que vieram como visões, sonhos e canalizações durante o período menstrual.
Neste caso, a mulher vai entrando em ressonância com os arquétipos de Artêmis e Atena; Deusas invulneráveis que são inteiras em si: que possuem um foco claro e objetivo a respeito de quem são, de onde querem chegar e qual passo dar adiante; em firmeza, atenção focada, disposição, dinamismo, vitalidade e segurança!
Em conexão com a Roda da Medicina Xamânica, a segunda fase de nosso ciclo menstrual está representada pela direção Leste. É da direção Leste que nasce o sol, é desta direção que cresce a luz;  a cada novo dia, a cada inicio de vida, a cada recomeço.
Esta direção, assim como esta fase de nosso ciclo,  invoca os Animais de Poder do Condor e a Águia;  inspirando nosso dom de observar as situações "de cima", ao invés de nos envolver em vulnerabilidade emocional: observando sem julgamento, com consciência e equanimidade; invocando o masculino dentro de nós em forma de clareza, discernimento, foco, firmeza da mente e objetividade.  
Fisicamente, nossos níveis de estrógenos deixados no sangue são cada vez maiores; produzindo efeitos em todo o nosso sistema físico, mental e emocional- em sensação de disposição e bem estar, melhora a qualidade de nossa pele e cabelos, menos cansaço e mais rendimento, aumento da libido em uma fresca e renovada sexualidade que vibra em excitação, ânimo e auto estima! 
Honrando a Lua Crescente dentro e fora de nós, este é momento ideal para plantarmos novas sementes; sementes saudáveis que nos garantirá frutos abundantes ao fim de nosso ciclo- por isso a importância de firmar intenções positivas neste momento; em alinhamento e consciência com os nossos propósitos internos e verdades mais profundas.
Acolha o brilho da Lua Crescente e se expanda em toda luz que você começa a manifestar; se tornando, a cada ciclo, mais e mais reluzente! 
Texto por Morena Cardoso: Terapeuta corporal, mãe, esposa, escritora, nômade , yogini. Criadora e facilitadora da técnica DanzaMedicina. Fotografia por Camilla Albano. Este é um dos 29 textos que serão publicados sequencialmente no Projeto "O Diário da Lua Vermelha". Para acompanhar o projeto  siga www.facebook.com/danzamedicina.bra e  para receber nossa Moondala (para sincronização e mapeamento de seu ciclo), cadastre-se pelo link abaixo:

28 de jan de 2017

Ritual do Dia - 28 de Janeiro

Os 10 princípios do Yoga e como aplicá-los na sua vida por Stephanie Gomes

Os 10 princípios do Yoga e como aplicá-los na sua vidaYoga é um estilo de vida baseado em alguns princípios que têm como objetivo a libertação (moksha) e a expansão da consciência (samadhi). Muita gente conhece o Yoga apenas como a prática de posturas, mas na verdade as posturas são apenas uma das formas de cuidar da saúde do corpo e treinar a auto-observação que é necessária para a prática dos princípios.

Os princípios são divididos em yamas (princípios morais, aquilo que você tem que restringir, controlar) e nyamas (princípios de autopurificação, aquilo que é bom e você precisa fazer um esforço para desenvolver).

Infelizmente, a maioria das escolas de Yoga ensina apenas as posturas, as técnicas respiratórias (pranayamas), o relaxamento (yoga nidra) e a meditação (dhyana), e deixam o aprofundamento na filosofia de lado. Como sei que muitos leitores do blog praticam ou se interessam pelo Yoga, resolvi explicar de forma resumida os princípios desse estilo de vida.

Yamas
Ahimsa – não-violência
Não gerar violência no mundo, não ser violento com o outro e não ser violento com você mesmo. É por isso que quem segue os princípios do Yoga geralmente não consome carne, mas o ahimsa não se trata apenas disso. É não ser violento no falar, no agir, no pensar, e também na prática das posturas tomar cuidado para não machucar o seu corpo. A não-violência começa em você, em não se maltratar e em não se causar sofrimento e dor, e então se estende para os outros seres e a natureza.
Não fazer comentários destrutivos, não alimentar pensamentos pessimistas e críticos, não exceder os limites do seu corpo de forma que te causem dor e pensar nas consequências das suas ações antes de agir é uma boa forma de começar a inserir o princípio do ahimsa no seu dia a dia.
Satya – verdade
Não mentir para si mesmo e não mentir para os outros. Tudo no Yoga requer auto-observação, e o princípio da verdade pede MUITA observação de si mesmo porque nós estamos super acostumados a mentir, tanto mentiras “pequenas” como mentiras “grandes”. É algo que consideramos tão normal que nem percebemos que fazemos com tanta frequência, mas quanto mais mentimos para os outros e para nós mesmos, mais nos afastamos da consciência da verdade sobre todas as coisas.
Comece a observar as suas conversas, o que você escreve na internet, como você se mostra para os outros e como vê a si mesmo. Está sendo verdadeiro? Está sendo honesto? Traga para a consciência tudo aquilo que é mentira nas suas ações, na sua fala e na sua mente e se proponha o desafio de pensar e agir de uma nova forma, baseado na verdade.
Asteya – não roubar
Não se aproprie do que não é seu. Coisas, ideias, tempo, direitos do outro… Não pegue aquilo que é do outro e não foi lhe dado. Cuide dos seus impulsos de se apoderar do que não é seu e seja justo. Quando você rouba, além de estar sendo injusto com o outro, não supre a sua carência, pois no fundo você sabe que aquilo não te pertence.
Aparigraha – desapego
Entender que nada nesse mundo é seu, tudo é emprestado. Não significa que para ser feliz você precisa banir totalmente os desejos materiais, mas não viver apenas para conquistar e acumular (o que causa uma insatisfação infinita) e também não carregar esse sentimento de posse e apego em relação a coisas e pessoas.
Observe o quanto você é apegado e também se não está “viciado” em apenas querer, querer e querer ter mais, mas nunca se sentindo satisfeito. E cuidado com o quanto alimenta pensamentos e sentimentos de posse e ganância.
Brahmacharya – controle dos impulsos sexuais
Não significa que você deve se abster de relações sexuais, mas sim entender que a energia sexual é um bem sagrado, por isso você deve ter cuidado com quem divide essa energia. Seu corpo é um templo, então preze por ele e tenha cuidado com você mesmo ao escolher com quem se envolve. A busca incessante por esse tipo de prazer externo sem discernimento pode ser um sinal de que você está afastado de si mesmo, preste atenção a isso também.

Nyamas
Saucham – pureza
Os 10 princípios do Yoga e como aplicá-los na sua vidaEsse princípio fala sobre manter-se o mais limpo possível. Ter precaução em relação aos alimentos que consumimos, às informações que recebemos, às energias que absorvemos, ao tipo de entretenimento que procuramos no nosso dia a dia, à nossa higiene, ao tipo de emoção que carregamos… É tomar cuidado com as “sujeiras” que deixamos entrar na nossa vida e na nossa mente e buscar mais daquilo que é puro, bom e positivo.
Sempre que notar que algo que não te faz bem está à sua volta ou dentro de você, procure pelo seu oposto. Se notar um pensamento negativo, busque pensar o seu oposto. Se estiver assistindo a algo na TV que não faz você se sentir bem, procure um canal que esteja passando algo que te transmita coisas boas. Use sua vontade e poder de escolha para buscar aquilo que é bom.
Tapah – disciplina
O Yoga acredita que ter disciplina é sinônimo de ter liberdade. Porque essa disciplina não é sobre seguir exigências rígidas, mas sobre ter o controle de si mesmo para sempre tomar a atitude mais adequada. É ter determinação para persistir naquilo que é bom, em relação a tudo na vida.
A disciplina, a força de vontade e a persistência são as virtudes que te levam à realização.
Santosha – contentamento
É o desenvolvimento da capacidade de aceitar o momento presente e sentir-se satisfeito com a sua situação atual. Não significa se acomodar, mas sim saber dar valor ao que você já tem ao invés de ficar pensando no que te falta.
Swadhyaya – auto-estudo
Observar a si mesmo, estudar o seu funcionamento. É constantemente se perguntar: como eu funciono? Como eu me relaciono com as pessoas? Quais são as minhas tendências? É buscar a sabedoria maior, que é conhecer a si próprio, através da observação de si mesmo e da reflexão.
Ishvara pranidhana – entrega
É exercitar a entrega, entregar-se à vida. É ter a capacidade de confiar e acreditar que tudo está em ordem, que tudo o que existe e acontece tem um propósito. É fazer o melhor que você pode e confiar no fluxo da vida, sabendo que nem você nem ninguém tem o controle de tudo o que virá, mas conseguir confiar mesmo assim. É ter fé e saber que tudo está exatamente onde deve estar.

A história do porquê das mulheres terem ÚTERO




A história do porquê das mulheres terem ÚTERO
Somos Mulheres, Somos Árvores, Somos Avós Árvores...Sabedoria do Floral, Espelho da Terra, medicina alma da terra.
Esta é uma história medicinal que toda mulher necessita ler para recuperar a sua essência, as suas raízes e o significado de sua existência.
Este conto conta uma história muito, muito antiga, que muitos já não se lembram, ou que muitos já não falam, antes de os humanos aparecerem com duas pernas no chão, onde todas as mulheres, antes de serem mulheres, eram árvores e, como tal, tinham raízes que as tornavam unas com a Mãe Terra, mãos largas e casacos feitos de troncos, com longos cabelos que se cobriam de folhas, frutos e aves que cantavam na Primavera.
Elas viviam nos mais belos recantos, nutriam-se de sol, água e vento e jamais estavam sozinhas, pois rodeavam-nas todas as criaturas da floresta terrestre, a mais mágica podes imaginar.
Da mesma forma, as guardava e nutria a mais sábia de todas as árvores, que elas chamaram de “Árvore Avó,” uma árvore muito antiga que conhecia todos os segredos da vida e da morte, e sempre que qualquer árvore-mulher de qualquer parte do mundo ficava doente, comunicava com a Árvore Avó através de suas raízes para se curar.
As mulheres árvore tinham poderes mágicos, elas comunicavam sem usar palavras, moviam os elementos sem ter mãos e podiam sentir todos os seres da Natureza através de uma rede profunda que formavam com as suas raízes dentro da terra.
Um dia, muito tempo depois, chegaram à Terra os humanos de duas patas, algo aconteceu e começaram os tempos de guerra, morte e destruição, alguns diziam que por causa da ambição do reino, o poder e a riqueza.
Foi uma época terrível, onde muitas mulheres árvores foram transformadas em madeira e queimadas como uma forma de gerar calor. Assim, para manter vivas as suas filhas, a Avó permitiu que as árvores se desenraizassem e tivessem pés para poderem correr e esconderem-se longe do perigo.
As mulheres árvores deveriam assim aprender a andar e a sobreviver por conta própria, em troca tiveram de perder as suas raízes e a sua conexão com a Mãe Terra e a todos os seres vivos, o que lhes causou grande dor e tristeza, mas esta foi a única maneira de sobreviverem e preservarem a tradição das mulheres árvore.
Quem me contou esta história diz que passaram muitos séculos até que a guerra pelos reinos terminou, e nela muitas mulheres árvore morreram de tristeza, pois não suportaram a solidão e o desenraizamento, outras se esqueceram de quem eram e aprenderam a viver com os humanos de duas patas e perderam os seus poderes e habilidades mágicas.
Mas havia um outro grupo de mulheres árvore que foram distribuídas pelo mundo e, apesar de se separarem, prometeram nunca deixarem de serem quem eram e de conservar na memória mais profunda de DNA tudo o que elas aprenderam com a Árvore Avó.
Este grupo de mulheres árvore comprometeu-se a reencontrar-se em todas as vidas seguintes, mantendo muito bem guardado o segredo das suas origens e poderes.
A Avó, também desejando não se separar deste bosque de donzelas, e num acto de amor profundo pelas suas filhas, abençoou todas as mulheres com uma árvore no seu ventre e esta árvore transformou-se naquilo que é hoje o nosso útero.
Assim, todas as mulheres podem recuperar o seu enraizamento com a Mãe Terra nutrindo-se com o seu amor, pois o útero é a âncora da sua verdadeira essência. A partir dele está a forma de recuperar a razão mais primordial de ser mulher. E o maravilhoso desta bênção da Árvore Avó é que tenhamos ou não útero físico, teremos sempre o útero energético que nunca nada nem ninguém nos poderá retirar.
Esta é uma história muito, muito antiga, e muitos dizem que neste momento a Avó Árvore está a chamar em alto e bom som pelas suas filhas. Tanto é que se abraçares a árvore mais antiga do bosque e encostares o teu ouvido ao seu trono, ela te contará os segredos das mulheres árvore, te encherá de todo o seu amor e te doará toda a sua medicina ancestral. E a partir daí nunca mais estarás desconectada da Avó Árvore. O teu útero recuperará as suas raízes e caminharás sempre ancorada à Terra.
Toda a mulher que hoje possa estar a sentir uma ferida ancestral e um vazio emocional profundo sem explicação, é sinónimo de que tomou consciência que perdeu a sua raiz ancestral à Mãe Terra e à Avó Árvore.
A forma de recuperar a alegria, o sentido da existência e o amor de ser mulher requer um regresso ao enraizar do útero na Terra, e isso passa por tomar consciência de que somos mulheres árvore e que em cada momento há uma rede invisível abaixo dos nossos pés que nos conecta a um sem fim de memórias ancestrais.
Quando uma mulher está a sangrar a partir do seu ventre, toma consciência desta perda ancestral que lhe traz tristeza, vazio e a sensação de que lhe falta algo. Quando um homem faz amor com uma mulher, pode sentir por segundos o êxtase de estar conectado em unidade com o todo.
Desde relembrar que desde os nossos pés crescem raízes invisíveis que nos conectam a uma grande rede, um grande corpo energético, que são todos os seres vivos da Terra, mas que deves activar essas raízes que te conectarão a todas as mulheres, homens, animais, insectos, vegetais, minerais e aos elementos.
Pois o nosso útero está conectado a um útero ainda maior, o útero primordial, aquele que dá à luz desde o início dos tempos a tudo o que é conhecido e desconhecido. Enraizar o nosso útero também tem muita relação com o recuperar da consciência e sabedoria da Terra, de menstruarmos de forma consciente e respeitar a vida em todos os sentidos.
Todos os úteros físicos ou energéticos que permaneçam sem esta conexão à Mãe Terra está suspenso no vazio e a mulher que o carrega sentir-se-á seca e sem vida. Recuperar a consciência raiz do útero é regressar ao sentido primordial da vida.
Com amor a todas aquelas que ainda não encontraram o sentido da sua existência, pois como mulher cheguei a experimentar esse vazio durante muito tempo na vida. Quando eu enraizei pela primeira vez o meu útero à Terra, eu senti-me viva e recordei muitas memórias de dor que as minhas ancestrais sentiram e que eu deveria transmutar.
Percebi que há uma ferida ancestral que todas carregamos e para curá-la é importante que as mulheres se unam e recordemos todas as nossas histórias e lembremos a magia que nos habita. Só desta forma pode também Mãe Terra para curar as suas feridas e os homens podem acompanhar-nos e serem guardiões desta evolução.
Por Ximena Hernandez Noemi Avila
Esta sintonização foi feita no período em que a lua desce, no ciclo Flor da Lua
Foto de Dani Leela

Tempo de Lunação (por Morena Cardoso)

{REPOST} Texto de Morena Cardoso do site DanzaMedicina
http://www.danzamedicina.net/blog/lunacao 

A chegada da Lunação (menstruação) marca o início do ciclo menstrual da mulher.
Se recolher e sair um pouco do mundo pode ser muito profundo e revelador neste momento; é durante este período que ocorre o verdadeiro despertar de uma mulher!
A lunação é um momento que pede isolamento. Este período não deveria ser desperdiçado com tarefas mundanas, distrações sociais, ou tendo sua concentração perturbada.
Ao contrário, todas as suas energias deveriam ser dirigidas para a meditação concentrada, para o desvelar de seu propósito de vida e para a acumulação de energia espiritual; desenvolvendo sua vida interior e se tornando a cada lua mais e mais sábia.
Neste momento, é auspicioso criar e defender um tempo/espaço para si mesma; mesmo com as limitações da vida moderna, podemos com boa vontade e perseverança experimentar seguir o exemplo de nossas ancestrais que se refugiavam nas "Tendas da Lua".
Estes eram templos de religação, purificação, descanso e contemplação, que permitiam às mulheres saírem de suas obrigações durante o sangramento e entrarem em retiro; compartilhando suas visões, sonhos, experiência, habilidades mútuas, ensinamentos a respeito do Sagrado Feminino e cuidando umas das outras.
Ao receber seu sangue, honre este momento e crie a sua própria Tenda da Lua, física ou mentalmente; Diminua o seu ritmo durante este período, evite sobrecargas, seja gentil com você mesma. Faça pequenos rituais de cuidado com seu corpo, mente e espírito, nem que seja por algumas horas!
Não espere seu corpo gritar em cólicas e enxaquecas; se acolha em um carinhoso cuidado de si.
Saiba que neste momento as mulheres se encontram no auge de seu potencial intuitivo, curativo e visionário. 
Lembre-se que seu sangue é um portal para acesso e despertar dos Sagrados Saberes Femininos. Uma sabedoria que não pode ser ensinada ou aprendida em livros, que se desvela a partir de dentro, como um profundo relembrar.
Perceba que a forma como você se relaciona com seu sangue diz muito sobre como você se relaciona consigo mesma, com seu feminino. 
Relembre-se, ao deixar fluir seu sangue, junto a ele fluirão suas emoções; ao deixar ir seu sangue, você conscientemente deixa também ir crenças, padrões limitantes, memórias de dor e tudo aquilo o que você não mais necessita levar consigo ao novo ciclo. 
Receba sua lua com amor, honre este aspecto singular e sagrado de Ser Mulher, em toda a quietude, sabedoria e conexão que este período lhe oferece... Eleve seus rezos, medite, mergulhe profundamente nos mistérios de si mesma, nos mistérios de seu Ser Mulher; experimente o imenso poder e magia da lunação assim como faziam nossas ancestrais, desde tempos imemoriais. 
Este foi um dos 29 textos que serão publicados sequencialmente pelo projeto #ODiarioDaLuaVermelha . Seja bem-vinda para compartilhar a jornada com a DanzaMedicina. Todos os textos autorais por Morena Cardoso: Terapeuta corporal; criadora e facilitadora da técnica "DanzaMedicina- Incorpore os Sagrados Saberes Femininos"

27 de jan de 2017

Yoga - Quebrando Barreiras (Dana Falsetti)

Yoga - Quebrando Barreiras, vai trazer reportagens & imagens do que está fora do padrão midiático dos praticantes e professores de yoga. Aproveite e se desapegue dos antigos conceitos e preconceitos!


dana1Uma aula de yoga é sinal de muita gente magérrima reunida fazendo poses que você nem em sonho conseguiria, verdade? Embora em muitos lugares seja assim, essa nem sempre é a realidade de quem a pratica e já existem até mesmo escolas de yoga voltadas para gordinhos.

Aos 22 anos, a estadunidense Dana Falsetti é uma das pessoas que está engajada em mostrar ao mundo que a yoga pode ser praticada por qualquer pessoa. Ela chegou a pesar 136 quilos e, mesmo após perder 31 quilos, conta que ainda não se sentia completa. “Eu estava triste, me sentindo inútil, ainda mais confusa e simplesmente perdida. Eu fui fazer yoga pois era algo novo que eu poderia em uma época em que estava desistindo de tudo“, disse ao Daily Mail.

A prática deu tão certo que Dana começou a mudar sua maneira de encarar a vida e acabou se tornando professora de yoga. 
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Se estivesse feliz, frustrada, estressada, animada, qualquer coisa, minha resposta era comer. À medida que continuei a praticar (yoga), me descobri querendo meu tapetinho ao invés de buscar comida“, conta.

Hoje ela possui 83 mil seguidores no Instagram, onde compartilha mensagens de auto-aceitação e fotos de diversas posições da yoga e mostra que qualquer um pode se sair muito bem na prática. Além da rede social, ela também criou uma série online em vídeo chamada de Making Shapes, onde ensina iniciantes a fazer as mais mirabolantes posições.
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Todas as fotos © Dana Falsetti/Facebook

Fonte: http://www.hypeness.com.br/2016/02/mulher-de-100-kg-faz-poses-de-yoga-impressionantes-e-relata-como-isso-melhorou-sua-autoestima/

Ritual do Dia - 27 de Janeiro

Lua Nova - Novo Ciclo (por Morena Cardoso)

{REPOST} Texto de Morena Cardoso do site DanzaMedicina
http://www.danzamedicina.net/blog/luanova-novociclo


Pare por alguns instantes, feche seus olhos e respire... Reduza os ruídos dentro de você. Observe um pouco mais sua respiração, entrando em contato com seus sentimentos, emoções... se tornando presente. A Lua Nova te convida a começar este ciclo se silenciando e internalizando.

Este é um momento em que seus pensamentos são como sementes que irão florescer durante seu ciclo. Portanto, consciência, quietude e auto observação são muito bem vindos neste período, para que possamos colher frutos saudáveis. É um momento de recomeçar, de renascer e nos recriar.

Esta é uma fase de escuridão, de acesso a nossas sombras, emoções reprimidas; de acesso ao nosso inconsciente.

Te convido a iniciar esta jornada pelos Mistérios do Feminino com um exercício simples: pegar lápis e papéis e escrever toda e qualquer impressão negativa que você possua a respeito de SER MULHER:

... Ficar menstruada é desconfortável? As oscilações de humor são ineficientes? Diminuem seu desempenho? Estar fértil é um risco? Parir é dolorido? Sua TPM é um incômodo? Como você se relaciona com seu corpo de mulher? Com seu sangue? Em algum momento você já considerou que preferia ter nascido homem, e que "tudo seria mais fácil"? 

Estes são apenas alguns exemplos de questionamentos. A priori pode ser que não façam sentido para você, mas mergulhe um pouco mais... Sinta seus ovários, mamas, útero, sua vulva... E ouça as memórias que existem neles. Escreva sobre qualquer sinal de desamor, desconexão, medo, abuso, agressão, culpa ou inferioridade que possa existir aí.

Não é necessário entrar em nenhum espaço de vitimização, acusação ou defesa... apenas entre em contato, se torne consciente, seja testemunha... sem julgamento; com equanimidade e compaixão...

A medida que você vai escrevendo, perceba como começa a acessar também as feridas de suas ancestrais, da linhagem feminina de sua família... Quais as dores que estas mulheres carregam, ou carregaram? Estas dores são reflexo de toda uma humanidade de um feminino ferido, e é a partir deste lugar que nosso trabalho começa.

Este será nosso primeiro passo; nos deixar acolher com confiança pelo manto negro da Lua Nova e entrarmos em contato com o que há de mais profundo em nosso Ser Mulher.

Leve consigo estas palavras, estes papéis, e novos papéis em branco para que durante este ciclo lunar você possa alimentá-lo de novas percepções e sentimentos, a medida que #ODiárioDaLuaVermelha vai lhe guiando por esta jornada de cura e reconexão.

Ao fim deste ciclo, sinta-se convidada a criar um ritual simples, porém de intenções profundas, honrando o Fogo Sagrado para queimar estes papéis e permitindo que ele transforme tudo isso em clareza, sabedoria, beleza, luz e brilho internos. Convide suas amigas para que esta chama aqueça mais e mais corações. 
Este foi um dos 29 textos que serão publicados sequencialmente pelo projeto #ODiarioDaLuaVermelha . Seja bem-vinda para compartilhar a jornada com a DanzaMedicina. Todos os textos autorais por Morena Cardoso: Terapeuta corporal; criadora e facilitadora da técnica "DanzaMedicina- Incorpore os Sagrados Saberes Femininos"