27 de fev de 2017

MÚSICA - Beltane Fires

Yoga Diário



“Outro dia, uma professora de ioga veio até minha aula e quando viu que eu seria a instrutora, criticou minha forma, minha cor e quis sair. No fim do exercício, ela reconheceu. Mas eu pensei ‘uau, como uma professora de ioga pode ter uma postura assim?’ Eu sinto muito por ela.” Jessamyn Stanleyyoga body positivity curves body posi jessamyn stanley

24 de fev de 2017

Yoga Diário

"Quando o controle da respiração é correto o controle da mente é possível."
yoga

24 de Fevereiro - Maha Shivaratri (Shiva)

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Maha Shivratri ou Maha Sivaratri ou Shivaratri ou Sivarathri é um feriado festivo indiano e nepalês, celebrado todos os anos na 13ª noite e 14º dia no Krishna Paksha do mês de Maagha, em homenagem ao deus Shiva. Wikipédia


*data extraída da Mandala Lunar 2017Ieve Holthausen, Naíla Andrade e Vic Campello 
*imagem da internet

23 de fev de 2017

As Mulheres na Cultura Védica - Kamalaksi Rupini

As Mulheres na Cultura Védica
Seja como a base da família, a educadora dos filhos, a força e a conselheira do marido, pregadora do conhecimento espiritual, governante sábia ou parte essencial dos sacrifícios religiosos, a instrução védica é clara: as mulheres devem ser protegidas e tidas na mais alta estima por toda a sociedade.
Na Bhagava-gita, capítulo 10, verso 34, Krishna diz: “Entre as mulheres, sou a fama, a fortuna, a linguagem afável, a memória, a inteligência, a firmeza e a paciência.” Estas opulências são consideradas femininas e são personificadas nas esposas de Dharma. A deusa da fortuna, Lakshmi; a deusa da sabedoria, Sarasvati; a deusa que é a mãe dos Vedas, de onde vem todo o conhecimento, Gayatri – são todas mulheres divinas. Vemos também que os rios, considerados tão sagrados e auspiciosos para toda a humanidade, como Yamuna, Ganges, Sarasvati, entre tantos outros, são deidades femininas. Além disso, quando nos referimos às divindades, o nome feminino vem sempre primeiro e, portanto, dizemos: Radha-Krishna, Sita-Rama, Lakshmi-Narayana e assim por diante. Partindo dessas observações, podemos refletir sobre a importante posição da mulher dentro da cultura védica.
A mulher é a shakti, a potência, sem a qual nada pode ser realizado. Desse modo, a mulher exercia um papel primordial nos deveres religiosos, nos sacrifícios de fogo, que eram realizados em diversas ocasiões, como cerimônia de nascimento, escolha do nome do bebê, casamento, cerimônia fúnebre, entre outras. Sem a presença dela, todos esses ritos essenciais aos membros da civilização védica simplesmente não podiam ser realizados. O Rig Veda (1.79.872) diz: “A esposa deve realizar agni-hotra (yajna ou sacrifício), sandhya (puja) e todos os outros rituais religiosos diários. Se, por alguma razão, seu marido não está presente, a mulher sozinha tem total direito de realizar yajna.” Porém, sem a esposa, o marido não pode realizar yajna. Deste modo, quando um homem ficava viúvo, ele não podia mais realizar tais sacrifícios. Na história do Senhor Ramachandra, uma das formas de Krishna, é relatado que, certa vez, Ele foi realizar um agni-hotra, mas, como Sua esposa, Sita, não estava com Ele, Ele teve que usar uma deidade de Sita feita de ouro e colocá-la junto dEle na arena de sacrifício para que este pudesse ser feito.
As mulheres participavam de todos os tipos de atividades, de acordo com sua natureza, assim como os homens faziam. O Rig Veda (10.191.3) instrui: “A esposa e o marido, sendo metades iguais de uma mesma substância, são iguais em todos os aspectos; deste modo, ambos devem se juntar e tomar partes iguais em todo trabalho, tanto religioso quanto secular.” O Yajur Veda (20.9) diz: “Homens e mulheres têm direitos iguais de serem apontados como governantes”. Deste modo, a mulher tinha importante papel em todos os aspectos da vida social. Como esposa, ela deveria instruir e ajudar o marido de diversos modos. O Atharva Veda (7.46.3) diz à esposa: “Ensina teu marido a conquistar riquezas.” A mulher, sendo representante de Lakshmi na vida familiar, era também responsável por administrar todos os bens da família e manter as tradições.
Lakshmi, a deusa da fortuna.
Assim, a mulher era considerada a base do lar. Ela era chamada patni, aquela que lidera o marido pela vida; dharma-patni, aquela que guia o marido no dharma, e sahadharmacharini, aquela que segue com o marido no caminho do dharma. Isso era possível graças à educação material e espiritual que a mulher recebia, conforme ordenado no Atharva Veda, que diz que as meninas deveriam se tornar completamente eruditas antes de entrarem na vida familiar. Do mesmo modo, o Rig Veda declara: “Um veda, dois vedas ou quatro vedas, junto com ayurveda, dhanurveda, gandharva-veda etc., e junto com educação, kalpa, gramática, nirukti, astrologia, métrica, ou seja, os seis vedangas, devem ser conhecidos pela mulher de mente pura, que é como uma água pura e cristalina, e que dissemina esse conhecimento diversificado entre as pessoas.” Assim fica claro também o papel da mulher como instrutora não apenas dos filhos e conselheira do marido, mas também como fonte disseminadora do conhecimento para toda a sociedade. Algumas dessas mulheres optavam por se dedicarem integralmente ao estudo espiritual, permanecendo solteiras, as quais eram chamadas de brahmavadinis), enquanto outras optavam por serem educadas para uma vida de casada, o que incluía tanto o estudo espiritual quanto o estudo de deveres específicos de sua casta, de sua natureza (como manejar arco e flecha, dirigir quadrigas, realizar sacrifícios de fogo etc.), as quais eram chamadas de sadyovadhus.
É frequente as mulheres serem altamente louvadas pelas escrituras devido ao seu elevado caráter, inteligência e boas qualidades. De fato, há algumas histórias que descrevem mesmo esposas que enganam a morte ou a subjugam e, assim, salvam a vida de seus maridos. Sem falar nos acontecimentos desastrosos ocorridos devido a ofensas cometidas contra mulheres, como a guerra de Kurukshetra, a famosa batalha na qual Krishna falou a Bhagavad-gita e que foi deflagrada devido à ofensa dos Kauravas contra Draupadi, a esposa dos Pandavas, quando os primeiros tentaram despi-la em frente a uma assembleia.
Por outro lado, dentre as qualidades consideradas femininas, também se destacam o coração macio, fé e inocência, o que pode torná-las presas de pessoas com más intenções. E tanto por isso quanto por sua importância social e espiritual, às vezes as escrituras falam da necessidade das mulheres serem protegidas, assim como devem ser protegidos os brahmanas ou sacerdotes, as vacas, as crianças e os mais velhos. Os brahmanas são aqueles que fazem parte da classe mais alta da sociedade e a quem todos prestam suas reverências, as crianças são o futuro da nação, os mais velhos são o reservatório de conhecimento, e as vacas são os animais mais sagrados, sem os quais não há sacrifícios religiosos, uma vez que a manteiga é um ingrediente essencial para isso. Quando se colocam esses elementos da sociedade e as mulheres na lista dos que devem ser protegidos, isso de maneira alguma é um atestado de incapacidade da mulher, mas, sim, uma prova de sua posição importante e elevada.
Por fim, tendo liberdade para trabalhar de acordo com sua natureza, para escolher seu companheiro, para escolher se quer casar ou permanecer solteira, se quer se dedicar à vida espiritual exclusivamente ou se dedicar ao cuidado da família, a máxima védica “que todos sejam felizes” aplica-se também, obviamente, à mulher. De qualquer modo, ela deve ser extremamente respeitada, seja como a base da família, a educadora dos filhos, a força e a conselheira do marido ou como aquela que é capaz de disseminar o conhecimento espiritual, que é uma governante sábia, ou que é parte essencial para a realização dos sacrifícios religiosos e, portanto, de todos os ritos pelos quais os seres humanos deveriam passar. Seja em qual posição for, o Manu-smriti (3.56-57), o livro das leis deixadas por Manu, o pai da humanidade, adverte: “Onde as mulheres são honradas, lá os deuses estão satisfeitos, mas onde as mulheres não são honradas, nenhum rito sagrado dá frutos. Onde as mulheres da família vivem tristes, a família logo perece completamente, mas a família onde elas são felizes, sempre prospera”.
Se gostou deste material, também gostará destes: Sagrado Feminino, Uma Introdução às Deusas Védicas e Seus Segredos, Srimati Radharani: Gênero, Divindade e Amor na Forma da Deusa Dourada, A Harmonia Interna de Sitadevi.

Ritual do Dia - 23 de Fevereiro

22 de fev de 2017

FILMES - 10 filmes com mulheres fortes para assistir no Netflix

Leilane Menezes

LEILANE MENEZES



O Netflix dá uma ajudinha para quem quer no fim de semana se divertir e celebrar o poder feminino. Uma das categorias disponíveis, atualmente, é a de Filmes com mulheres fortes. Se essa temática não aparece para você, ou se você está em dúvida sobre qual das dezenas de títulos escolher, o Metrópoles selecionou 10 filmes com personagens femininas inspiradoras, que fazem jus à pluralidade da mulher.
1. A Filha da Índia
Se você é daqueles que não gosta de enredos pesados no fim de semana, pule para a próxima opção. Mas se adora assistir a filmes que emocionam e fazem pensar, essa é uma escolha certeira. “A Filha da Índia” fala sobre o estupro coletivo sofrido por Jyoti Singh, estudante de medicina de 23 anos, que saiu do cinema em um shopping de Nova Déli, na Índia, e pegou um ônibus para voltar pra casa. Dentro do coletivo, havia cinco homens e um menor de idade. Durante a viagem, Jyoti foi violentada pelo grupo e jogada para fora do veículo, em seguida. O documentário mostra a reação da sociedade e os desdobramentos do crime.
2. What Happened, Miss Simone?
O filme sobre a cantora Nina Simone é o primeiro documentário produzido pelo Netflix. Se ainda não viu, corra. É a chance de ver imagens inéditas, conhecer diários e cartas de uma das maiores cantoras de todos os tempos. Boa parte do acervo foi cedida pela filha da Simone, Lisa Simone Kelly. O filme traz também entrevistas com amigos e artistas que colaboraram com a geniosa artista. Um dos pontos principais do enredo é a luta de Nina Simone contra o racismo.
3. A boa mentira
Três homens sudaneses partem em busca de uma vida melhor, rumo aos Estados Unidos. Eles são acolhidos por uma assistente social, Carrie Davis (Reese Witherspoon), que pouco conhece sobre o duro passado de cada um. Ela é uma mulher solteira, bem resolvida e muito prática, o que parece estranhíssimo para eles. Aos poucos, tornam-se amigos e descobrem uma nova visão de mundo.
4. Advanced Style
O projeto começou com um blog, Advanced Style, que registrava os homens e mulheres idosos mais estilosos de Nova York. As histórias viraram um documentário homônimo da página da internet, que é sucesso no mundo inteiro. Idealizado pelo dono da marca, Ari Seth Cohen, o filme tem direção de Lina Plioplyte e traz entrevistas com mulheres maravilhosas, como o ícone fashion e musa inspiradora, Iris Apfel.
5. Tomboy
Laure tem 10 anos e acaba de se mudar para uma cidade na França. Ela faz amizade com Lisa, que a identifica como um menino, devido à sua aparência. Laure, então, adota o nome de Mickaël, e passa a viver sua dupla identidade, longe dos olhos da família. A confusão entre identidade de gênero e a condição biológica é retratada com delicadeza.
6. Entre Nós
Bbaseado na história de vida da diretora e atriz principal Paola Mendoza, a protagonista Mariana sai de seu país natal, a Colômbia, com dois filhos com destino para o bairro de Queens em Nova York, local onde seu marido vive. Chegando lá, ela é abandonada pelo companheiro e tem a difícil missão de viver com duas crianças em um local desconhecido e sem nenhum tipo de direito legal. A história foi baseada na história da mãe de Paola e foi a maneira que ela encontrou de chamar a atenção do mundo para a importância da reforma da lei que tratava de imigração nos Estados Unidos.
7. Anita
O filme conta a história de uma garota com Síndrome de Down, Anita (vivida por Alejandra Manzo). Ela vive feliz, tem uma rotina tranquila em Buenos Aires e é muito bem cuidada pela mãe Dora. Na manhã trágica de 1994, tudo muda para Anita, que termina sozinha e confusa, após a explosão da bomba na sede da associação israelita na capital Argentina — fato que realmente ocorreu, em 1994, e foi o pior atentado terrorista da história do país.
8. A hora Mais Escura
Conheça a história da agente que encontrou Osama Bin Laden. O filme faz justiça à personagem da vida real, que, antes da película, havia recebido pouco reconhecimento histórico. Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços em capturar Bin Laden, após descobrir os interlocutores do líder do grupo terrorista. Com isso, ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar o terrorista.
9. Coco Antes de Chanel
Todo mundo conhece a emblemática grife Chanel. Nem todos sabem, entretanto, a história de sua vanguardista fundadora. Gabrielle (Audrey Tautou) é deixada, junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain), em um orfanato. Ao crescer, ela divide seu tempo como cantora de cabaré e costureira, fazendo bainha nos fundos da alfaiataria de uma pequena cidade. Até que ela recebe o apoio de Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que passa a ser seu protetor. Recusando-se a ser a esposa de alguém, até mesmo de seu amado Arthur Capel (Alessandro Nivola), ela revoluciona a moda ao passar a se vestir costumeiramente com as roupas de homem, abolindo os espartilhos e adereços exagerados típicos da época.
10. Frida
Lançado em 2002, o filme conta a história da artista mexicana Frida Kahlo, vivida nas telas por Salma Hayek. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres.

Ritual do Dia - 22 de Fevereiro

Yoga Diário

"O Yogi brilha como o Sol e inspira como a Lua." Hermógenes

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21 de fev de 2017

Ritual do Dia - 21 de Fevereiro

Carta de uma Psiquiatra aos jovens, sobre Cinquenta Tons de Cinza

Carta de uma Psiquiatra aos jovens, sobre Cinquenta Tons de Cinza. 

Por Miriam Grossman, MD. Médica Psiquiatra. 
Tradução ao português por Daniel Vera Álvarez. 

Não há nada de cinza em Cinquenta Tons de Cinza. Tudo é negro. Vou explicar por quê. 

Ajudo pessoas que se encontram feridas por dentro. À diferença de outros doutores que utilizam radiografias ou exames de sangue para determinar a causa da dor dos pacientes, as feridas que me interessam são as que estão ocultas. Pergunto e escuto as respostas com atenção. Essa é a maneira como descubro por que "sangra" a pessoa que se encontra à minha frente. 

Os anos que levo ouvindo cuidadosamente me ensinaram muito. Uma das coisas que aprendi é que os jovens estão absolutamente confusos sobre o amor, sobre encontrá-lo e mantê-lo. Escolhem errado e acabam sofrendo muito. 

Não quero que você sofra como as pessoas que frequentam meu consultório, por isso advirto você sobre um novo filme chamado Cinquenta Tons de Cinza. Embora você não assista o filme, sua mensagem está se filtrando em nossa cultura e pode semear algumas ideias perigosas na sua mente. Esteja preparado. 

A estreia de Cinquenta Tons de Cinza será no dia de São Valentim, pelo que você pode pensar que se trata de um filme romântico. Não caia nessa. O filme na verdade é sobre um relacionamento doente e perigoso, repleto de abuso físico e emocional. Parece cheio de glamour, pois os atores são lindos, têm carros caríssimos e jatos particulares, e Beyoncé canta. Você poderia concluir que Christian e Anastásia são legais, e que apesar de que seu relacionamento é diferente, ele é aceitável. 

Não permita que um estúdio de Hollywood manipule você. Essas pessoas só querem seu dinheiro. Eles não têm interesse algum em você ou nos seus sonhos. 

O abuso não é glamoroso nem legal. Nunca está bem, independente da circunstancia. 

Isto é o que você precisa saber sobre Cinquenta Tons de Cinza: quando Christian era criança, foi negligenciado de forma terrível. Ele está confuso sobre o amor porque nunca o experimentou de maneira real. Na sua mente, o amor está atado a sentimentos ruins como a dor e a vergonha. Christian sente prazer em controlar e ferir mulheres das maneiras mais estranhas. Anastásia é uma jovem imatura que se apaixona pela aparência e pelo dinheiro de Christian, e tolamente sucumbe aos seus desejos. 

No mundo real, esta história terminaria muito mal, com Christian na cadeia e Ana em um abrigo – ou na morgue. Ou talvez Christian iria continuar a bater em Ana e ela ficaria e aceitaria seu sofrimento. De qualquer forma suas vidas definitivamente não seriam um conto de fadas. 

Como doutora, eu lhe rogo que NÃO assista Cinquenta tons de Cinza. Informe-se, investigue os fatos e explique aos seus amigos por que tampouco deveriam assisti-la. 

A seguir algumas das ideias perigosas difundidas por Cinquenta Tons de Cinza: 

1. As garotas gostam de rapazes como o Christian, que deem ordens e que sejam agressivos. 
Não! Uma mulher psicologicamente saudável evita o sofrimento. Ela quer se sentir segura, respeitada e cuidada pelo homem em quem confia. Sonha com vestidos de noiva, não com algemas. 

2. Os rapazes gostam de jovens como Anastásia, submissas e inseguras. 
Errado. Um homem psicologicamente saudável deseja uma mulher que se defenda por si mesma e que o corrija caso seja necessário. 

3. Anastásia executa seu poder de livre escolha quando consente em ser maltratada, pelo que ninguém pode julgar suas decisões. 
Lógica falha. Anastásia certamente utilizou seu poder de livre escolha –e escolheu errado. Uma escolha autodestrutiva é uma escolha errada. 

4. Anastásia toma decisões sobre Christian de uma forma reflexiva e objetiva. 
Duvido. Christian oferece álcool a Anastásia de forma constante, o que deteriora seu juízo. Aliás, Anastásia se torna sexualmente ativa com Christian – sua primeira experiência – pouco depois de conhecê-lo. A Neurociência sugere que a intimidade pode ter ativado seus sentimentos de apego e confiança, antes que tivesse certeza de que ele os merecia. O sexo é uma experiência intensa e poderosa –em particular quando se trata da primeira vez. Finalmente, Christian manipula Anastásia para que assine um acordo legal que a proíbe de divulgar que ele é um abusador de longa data. Álcool, sexo, manipulação – dificilmente são os ingredientes de uma decisão reflexiva e objetiva. 

5. Os problemas emocionais de Christian são curados através do amor de Anastásia. 
Só nos filmes. No mundo real, Christian não teria mudado de forma significativa. Se Anastásia sentisse realização pessoal em ajudar a pessoas com transtornos emocionais, teria se tornado uma Psiquiatra ou uma Assistente social. 

6. É bom experimentar com a sexualidade. 
Talvez... para adultos em um relacionamento comprometido, saudável, monógamo, de longo prazo, também conhecido como “casamento”. De outra forma você poderá correr risco de agressões sexuais, gravidez e doenças de transmissão sexual. É inteligente agir com cuidado quando você permite que uma pessoa chegue ao ponto de intimidade física e emocional, pois somente um encontro pode fazer você perder o rumo e mudar sua vida para sempre. 

Em conclusão: o poder de Cinquenta Tons de Cinza repousa na sua habilidade de plantar a semente da dúvida. Existe uma vasta gama de diferenças entre relacionamentos saudáveis e doentes, porém o filme nubla estas diferenças para que você no final se pregunte: O quê é um relacionamento saudável? O quê é um relacionamento doente? Existem muitos tons de cinza... não tenho certeza

Presta atenção: aqui estamos falando da sua segurança e do seu futuro. Não existe lugar para dúvidas; um relacionamento que inclui violência, consensual ou não, é inaceitável. 

Existe o branco e o negro. Não existem tons de cinza aqui. Nem um sequer.

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A Dra. é médica especializada em Pediatria e em Psiquiatria infantil, do adolescente e do adulto. 

Leia o artigo original aqui. Visite a página da Dra. Grossman no Facebook aqui.

20 de fev de 2017

Signo de Peixes (20/2 - 20/3)


Peixes // Pisces ♓

Face Positiva: Bondoso e humanista, faz o possível para não dramatizar sua vida nem prejudicar os outros. Tem grande percepção extra-sensorial. É espiritualista e tem uma visão pouco materialista da vida. Demonstra interesse e compreensão pelos problemas alheios.

Face Negativa: Ingênuo, impressiona-se muito facilmente com a conversa alheia. Sente medo ao enfrentar os seus próprios problemas e hesita em tomar uma decisão, pois espera que as soluções caiam do céu. Não consegue ser prático. Tem dificuldade em estabelecer limites e impor sua personalidade.


FONTE: Eu sei que sou mortal e a criatura de um só dia; mas, quando perscruto o conjunto dos círculos giratórios das estrelas,...

Ritual do Dia - 20 de Fevereiro

Yoga Diário

"A ioga mudou cada parte de como eu reagia a tudo." 
Jessamyn Stanley
yoga body positivity curves body posi jessamyn stanley

ORÁCULOS & CARTAS (dicas de compra)

Algumas dicas de Oráculos e Cartas lindas!
Tem mais dicas? Escreve para nós!


*Oráculo de Afrodite
 


*Oráculo da Iluminação

http://piracanga.com/caixa-dos-sonhos-e-oraculo-da-iluminacao-agora-por-correio/

*Oráculo das Matryoskhas

*Oráculo da Prosperidade (fora do estoque - não encontrei)

Para encontrar em qualquer livraria

* Oráculo da Lua
* Oráculo da Deusa














* Oráculo de Isis
* Oráculo de Kuan Yin













* Mensageiro da Felicidade
* Palavra de Criança













* Oráculo da Alma

19 de fev de 2017

LIVRO - Autobiografia de um Iogue

Autobiografia de um Iogue, grande obra de cunho espiritual escrita por Paramahansa Yogananda, contém passagens curiosas, engraçadas e emocionantes da vida do iogue que veio ao Ocidente no século XX trazer a sabedoria milenar de seu país. Separamos cinco pequenas histórias que vão transportá-lo para o universo de Yogananda e fazê-lo desfrutar a energia maravilhosa desse grande mestre.
Autobiografia de um Iogue

PIPAS

– Por que está tão quieto? – perguntou-me Uma, dando-me um empurrão de brincadeira.
– Estou pensando como é maravilhoso que a Mãe Divina me dá tudo o que quero.
– Suponho que Ela lhe daria aquelas duas pipas! – minha irmã riu, caçoando de mim.
– Por que não? – iniciei silenciosas orações para obtê-las.
Na Índia, os meninos fazem competições com pipas cujas linhas são recobertas de cola e vidro moído. Cada jogador procura cortar a linha de seu adversário. Uma pipa solta voa sobre os telhados; é muito divertido ir apanhá-la. Estando Uma e eu numa sacada interna, recoberta de telhas, parecia impossível que uma pipa solta viesse cair em nossas mãos; sua linha naturalmente passaria flutuando sobre o telhado.
pipas
Do outro lado da estreita viela os competidores começaram o combate. Uma das linhas foi cortada; imediatamente a pipa flutuou em minha direção. Em razão de uma súbita ausência de brisa, a pipa permaneceu imóvel por um momento; nessa pausa, a linha enroscou-se em um cacto que havia no terraço da casa em frente. Um longo e perfeito laço se formou para que eu a pegasse. Passei o troféu para Uma.
– Foi apenas um acidente fora do comum, não uma resposta à sua oração. Se a outra pipa vier até você, então acreditarei.
Os olhos negros de minha irmã denunciavam mais assombro que suas palavras. Continuei a orar intensamente. Um puxão mais forte do outro jogador causou a brusca perda de sua pipa. Ela veio em minha direção, dançando com o vento. Meu prestativo ajudante, o cacto, novamente prendeu a linha da pipa com o laço suficientemente longo para que meu braço a alcançasse. Apresentei o segundo troféu a Uma.
– Realmente a Mãe Divina o escuta! É tudo misterioso demais para mim! – E minha irmã disparou a correr como uma corça assustada.

YOGANANDA É APRESENTADO A LAHIRI MAHASAYA

Lahiri Mahasaya
(…) dissera a minha mãe:
Chegou a hora em que devo relatar alguns fenômenos extraordinários acontecidos após o seu nascimento. Conheci a senda reservada a você quando ainda era um bebê em meus braços. Naquela época, levei-o no colo à casa de meu guru em Benares. Eu mal podia ver Lahiri Mahasaya, sentado em meditação profunda, quase escondido atrás de uma multidão de discípulos.
Enquanto o acalentava, eu orava para que o grande guru nos percebesse e abençoasse. À medida que meu silencioso pedido devocional crescia em intensidade, ele entreabriu os olhos e fez sinal para que me aproximasse. Os outros abriram caminho; curvei-me diante dos pés sagrados. Lahiri Mahasaya colocou você no colo dele, pousando a mão em sua fronte, à guisa de batismo espiritual.
“– Mãezinha, teu filho será um iogue. Como uma locomotiva espiritual, levará muitas almas ao reino de Deus.”
Meu coração saltou de alegria ao perceber que minha súplica secreta tinha sido atendida pelo guru onisciente. Pouco antes de seu nascimento, Mukunda, Lahiri Mahasaya me disse que você seguiria o caminho dele.

Está gostando das histórias? Confira o livro aqui: http://www.omnisciencia.com.br/autobiografia-de-um-iogue/p

ENCONTRO COM O MESTRE SRI YUKTESWAR

Sri Yukteswar
Juntos, Habu e eu saímos para um distante mercado, na seção bengali de Benares. O inclemente sol indiano ainda não estava no zênite enquanto fazíamos nossas compras nos bazares. Íamos abrindo caminho através da colorida miscelânea de donas de casa, guias, sacerdotes, viúvas trajadas com simplicidade, brâmanes com ar de dignidade e ubíquos touros sagrados. Enquanto Habu e eu prosseguíamos, voltei a cabeça para examinar uma viela estreita e insignificante.

Um homem de aspecto crístico, com as vestes de cor ocre dos swamis, permanecia imóvel no fim da viela. Pareceu-me de uma familiaridade ao mesmo tempo instantânea e antiga; por um momento, meu olhar ávido demorou-se nele. Então a dúvida me assaltou.
“Você está confundindo este monge errante com alguém conhecido”, pensei. “Sonhador, continue seu caminho.”
Dez minutos depois, senti em meus pés uma dormência pesada. Como se tivessem virado pedra, eles eram incapazes de me levar adiante. Laboriosamente dei meia volta; meus pés tranquila figura, que olhava firmemente em minha direção. Alguns passos ansiosos e eu estava a seus pés.
– Gurudeva! – Sua face divina era aquela que eu tinha visto em milhares de visões. Os olhos de alcíone, numa cabeça leonina com barba em ponta e mechas de cabelo flutuante, haviam frequente mente assomado na escuridão de meus devaneios noturnos, penhores de uma promessa que eu não compreendera inteiramente.
– Você que é meu, você veio a mim! – Meu guru pronunciou estas palavras repetidas vezes, em bengali, com a voz trêmula de alegria. – Quantos anos esperei por você!
E então nos unimos no silêncio; as palavras nos pareciam grosseiras e supérfluas. A eloquência fluía em cântico insonoro, do coração do mestre ao discípulo. Com uma antena de incontestável percepção interior, senti que meu guru conhecia Deus e me levaria até Ele. A obscuridade desta vida desvaneceu-se numa frágil madrugada de lembranças pré-natais. O tempo é um drama! Passado, presente e futuro são suas cenas cíclicas. Esse não era o primeiro sol a me encontrar prostrado ante aqueles santos pés!

ENCONTRO COM BABAJI E A MISSÃO DE VIR AO OCIDENTE

babaji
Ao fazer os preparativos para deixar o Mestre e minha terra natal rumo à costa desconhecida da América, experimentei certa inquietude. Ouvira muitas histórias sobre o “Ocidente materialista”: uma terra muito diferente da Índia, impregnada da aura secular dos santos.

“Para desafiar os ares ocidentais”, pensei, “um instrutor oriental deve resistir a provas muito mais duras que o frio do Himalaia!”
Certa manhã bem cedo, comecei a orar, com a inflexível determinação de continuar rezando até morrer, ou até ouvir a voz de Deus. Queria Sua bênção e a garantia de que eu não me perderia nas brumas do utilitarismo moderno. Meu coração se dispunha a ir à América, mas com força ainda maior ele estava resolvido a ouvir o conforto da permissão divina.
Orei e orei, abafando os soluços. Nenhuma resposta veio.
Ao meio-dia atingi o zênite; minha cabeça girava sob a pressão da agonia. Senti que se clamasse mais uma vez, aumentando a profundidade de minha paixão interior, meu cérebro explodiria.
Naquele momento ouvi uma batida na porta de minha casa de Garpar Road. Atendendo ao chamado, vi um jovem vestido com o traje escasso do renunciante. Ele entrou.
“Deve ser Babaji!” pensei, ofuscado, pois o homem à minha frente tinha os traços de um jovem Lahiri Mahasaya. Ele respondeu ao meu pensamento: – Sim, sou Babaji. – Falava melodiosamente em híndi. – Nosso Pai Celestial ouviu sua oração. Ele ordena que lhe diga: “Obedeça a seu guru e vá para a América. Não tema: será protegido.”
Após uma pausa vibrante, Babaji dirigiu-se a mim novamente: – Foi você quem eu escolhi para difundir a mensagem da Kriya Yoga no Ocidente. Há muito tempo encontrei seu guru Yukteswar num Kumbha Mela e lhe disse então que enviaria você a ele para treinamento.
Eu estava sem fala, engasgado de reverente devoção por sua presença e profundamente comovido por ouvir, de seus próprios lábios, que ele me guiara até Sri Yukteswar. Prosternei-me aos pés do guru imortal. Afavelmente, ele me ergueu. Depois de dizer muitas coisas sobre minha vida, deu-me certas instruções pessoais e fez algumas profecias secretas.
– Kriya Yoga, a técnica científica de realização divina – disse finalmente com solenidade –, terminará por difundir-se em todas as terras e ajudará a harmonizar as nações por meio da percepção pessoal e transcendente que o ser humano terá do Pai Infinito.
Com um olhar de soberano poder, o mestre eletrizou-me com um vislumbre de sua consciência cósmica.
“Se, de repente, em pleno firmamento Mil sóis surgissem, todos num momento, A inundar a terra de fulgor, Talvez possível fosse, então, fazer Uma remota ideia do esplendor E majestade do Sagrado Ser” – Bhagavad Gita XI:12 (tradução de Sir Edwin Arnold para o inglês)
– Por favor, Babaji, não vá embora – gritei repetidamente. – Leve-me em sua companhia!
Ele respondeu: – Agora não. Em outra oportunidade.
Dominado pela emoção, desconsiderei sua advertência. Tentando segui-lo, descobri que meus pés estavam firmemente enraizados no chão. Da porta, Babaji lançou-me um último olhar afetuoso. Meus olhos se fixaram nele ansiosamente, quando sua mão se ergueu num gesto de bênção e ele se afastou.

YOGANANDA E GANDHI

gandhi
Na noite anterior, Gandhi manifestara o desejo de receber a Kriya Yoga de Lahiri Mahasaya. Comoveu-me a mentalidade aberta do Mahatma e seu espírito de pesquisa. Ele se parece a um menino em sua divina busca, re velando a pura receptividade que Jesus enalteceu nas crianças: “(…) delas é o reino dos céus”.

Chegara a hora de minha prometida instrução; diversos satyagrahis entraram na sala: o Sr. Desai, o Dr. Pingale e alguns outros que desejavam a técnica de Kriya.
Ensinei primeiramente à pequena classe os exercícios Yogoda. Visualizase o corpo dividido em 20 partes; a vontade dirige a energia para cada parte, sucessivamente. Logo, todos vibravam à minha frente como motores humanos. Era fácil observar as ondas de energia nas 20 partes do corpo de Gandhi, quase sempre completamente visíveis! Apesar de muito magro, sua aparência não é desagradável; a pele de seu corpo é suave e sem rugas.
Depois, iniciei o grupo na técnica libertadora de Kriya Yoga.
O Mahatma estudou, com reverência, todas as religiões do mundo. As Escrituras jainas, o Novo Testamento da Bíblia e a obra sociológica de Tolstói são as três fontes principais das convicções de não-violência de Gandhi. Ele afirmou o seu credo da seguinte maneira:
“Creio que a Bíblia, o Alcorão e o Zend-Avesta vêm da mesma inspiração divina que os Vedas. Creio na instituição dos Gurus, mas nesta era milhões de criaturas precisam caminhar sem Guru, porque é raro encontrar uma combinação de pureza perfeita e de conhecimento perfeito. Ninguém, entretanto, se desespere de ja mais vir a conhecer a verdade de sua religião, porque os fundamentos do hinduísmo, como os de todas as grandes religiões, são imutáveis e facilmente compreensíveis.
Creio, como todo hindu, em Deus e em Sua unidade, no renascimento e na salvação (…). Meus sentimentos pelo hinduísmo são tão indescritíveis como os que tenho por minha própria esposa. Ela me comove como nenhuma outra mulher do mundo o pode fazer. Não que seja isenta de defeitos; ousaria dizer que ela possui muito mais defeitos do que vejo. Mas entre nós existe o sentimento de um vínculo indissolúvel. Sinto o mesmo pelo hinduísmo com todas as suas faltas e limitações. Nada me encanta mais que a música do Gita ou o Ramayana de Tulsidas. Quando eu imaginava estar exalando o último suspiro, o Gita era o meu consolo.
Gandhi e Yogananda
Yogananda e Gandhi
O hinduísmo não é uma religião exclusivista. Nele existe lugar para o culto a todos os profetas do mundo. Não é uma religião missionária no sentido comum do termo. Indubitavelmente ele absorveu muitas tribos em seu seio, mas esta absorção foi de caráter evolutivo, imperceptível. O hinduísmo ensina cada homem a adorar a Deus segundo a sua própria fé ou dharma, vivendo assim em paz com todas as religiões.”
A respeito de Cristo, Gandhi escreveu: “Tenho certeza de que se Ele vivesse entre os homens aqui e agora, abençoaria a vida de muitos que talvez nunca tenham ouvido o Seu nome (…) como está escrito: ‘Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! (…) mas aquele que faz a vontade de meu Pai.’ Com a lição de Sua própria vida, Jesus deu à humanidade o propósito magnífico e o objetivo único a que todos deveríamos aspirar. Creio que Ele pertence não apenas ao cristianismo, mas ao mundo inteiro, a todas as nações e raças.”
Em minha última noite em Wardha, falei ao público que fora convocado pelo Sr. Desai, no salão da prefeitura. A sala estava lotada até o peitoril das janelas, com cerca de 400 pessoas reunidas para ouvir a palestra sobre yoga. Falei primeiramente em híndi e depois em inglês. Nosso pequeno grupo retornou ao ashram a tempo de dirigir um olhar de boa-noite ao Mahatma, profundamente absorto em sua correspondência e em sua paz.
Ainda era noite quando me levantei às cinco horas. A vida da aldeia começava a animar-se: primeiro um carro de bois nos portões do ashram, depois um camponês com sua enorme carga equilibrada precariamente na cabeça. Terminado o desjejum, nosso trio procurou Gandhi para os pranams de despedida. O santo levanta-se às quatro horas para a sua oração matutina.
– Mahatmaji, adeus! – ajoelhei-me para tocar-lhe os pés. – A Índia está segura sob sua guarda.

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